ÍNDIOS E JESUÍTAS: "Eram com tanta prudência que os jesuítas governavam os índios no Estado do Espírito Santo, até 1750 quando foi avaliado o seu número em mais de 40.000 aldeados. Com a extinção da Ordem e a expulsão dos jesuítas, morreu a maior parte deles de intemperança e fuga para o interior das matas, onde perderam de todo os estimulos da civilização."
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
O COLONIZADOR NA VISÃO DOS JESUÍTAS
ÍNDIOS E JESUÍTAS: "Eram com tanta prudência que os jesuítas governavam os índios no Estado do Espírito Santo, até 1750 quando foi avaliado o seu número em mais de 40.000 aldeados. Com a extinção da Ordem e a expulsão dos jesuítas, morreu a maior parte deles de intemperança e fuga para o interior das matas, onde perderam de todo os estimulos da civilização."
domingo, 31 de outubro de 2010
É BOM LEMBRAR - NICHO
Local onde as pessoas católicas guardavam as imagens de seus santos de devoção. Podendo ser no armário ou estante, como também em cavidade na parede.
Hábito trazido por portugueses ao Brasil, principalmente visto no Norte e Nordeste do país. Era uma maneira de trazer o seu santo ou santa de devoção da igreja para a sua casa. Na época Colonial, nas fazendas e Engenhos de açúcar, quando não tinha igreja, havia uma parte do casarão construída como se fosse uma igreja, dando-lhe o nome de capela ou oratório. Era ali que celebravam os batizados, casamentos, aniversários e outras festas religiosas. Nas residências do povo rural tinha também Nicho, só que era uma caixa de madeira em formato de igreja, dentro o santo da casa, o padroeiro da família, faziam festas e romarias na igreja e na residência. Na Capital ou cidade grande, o povo católico obedecia a essa tradição, além de ter estante ou armário Nicho, tinha outro encravado na parede da frente da casa. Mostrando assim, a imagem do santo ou santa da sua fé maior.
No Pelourinho, ainda existe em alguns casarões ou solares, cavidade na coluna principal. Ali era depositado à imagem e a lamparina acessa diariamente. Com o passar do tempo, essa cavidade, geralmente oval com base plana, foi sendo abandonada por seu proprietário do imóvel, isto porque a imagem era roubada do local. Deram preferência aos Nichos internos, havia família que tinha em cada quarto um Nicho de madeira com vários santos.
Na época, os restauradores de santos eram muito procurados, chamado de “santeiro”, verdadeiros artistas, também designados como “toreuta” arte de confeccionar em madeira.
Hoje, temos ainda erguido á “Cruz do Pascoal” ou “Oratório do Pascoal” construído em pilar octogonal, revestido em azulejos português, em cima um oratório de quatro lados, protegido com vidros brancos transparentes, dentro têm uma imagem de Nª. Sª. do Pilar e sobre uma cruz. Essa construção remonta de 1743 seu benfeitor foi Pascoal Marques de Almeida, morador do distrito, rua do Passo.
A devoção, a Fé, leva o povo a perenizar um local, uma imagem, como se fosse um pedaço de si mesmo. Passando de uma geração a outra uma ingênua tradição que ficou na incredulidade de hoje. O hábito e a tradição de um povo, só é duradoura quando o próprio povo acredita e têm Fé. A continuidade prosseguirá com a tradição quando os valores culturais são requeridos.
Com o tempo, novos hábitos surgirão, o povo esquece os antigos, quem perde é a tradição, o folclore, a cultura regional. É necessário que algum órgão governamental faça sua parte de preservar à memória do povo.
O Brasil é rico em Folclore, em cada Estado da Federação e em cada município existem várias tradições e hábitos culturais dos mais expressivos, alguns são mudáveis outros mantém raízes profundas na mente da sabedoria popular.
Trabalho de Álvaro B. Marques
“Rua do Castanheda, nº26 distrito de Santana, nesta Cidade. Residiu o Dr. Sabino Vieira em 1836 e que ali, ocorreu drama conjugal, do qual resultou a morte da esposa. Nesta época ele já estava comprometido com o movimento revolucionário que o desejo da Independência das províncias durante a menoridade do segundo Imperador, produzia no animo dos liberais exaltados.” ( Fonte extraído do livro: Revista Trimensal do Inst.Geo. r Hist. Da Bahia. – vol. Nº 9 DE 1899)
No dia 7 de novembro de 1837 deu-se a Revolução Republicana – Sabinada para outros e Revolta dos Alfaiates para os demais. Sendo o cabeça líder desta Sedição foi o Dr. Sabino Vieira.
Álvaro B. Marques- Trabalho de pesquisa
SSA,26.02.2008
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
FRUTAS DA BAHIA
Relação de Peixes do nosso mar: cavala, bejupira, pampro, dourado, olho de boi, agulhão, xaréo, cação, arraia, garoupa, mero, pititinga. sardinha, curvina, vários tipos de marisco.
Armadilha para peixe: rede, linha, mazuá, cofó, grozeira, armadilha funil.
"Em 1798 a maior cultura de laranja, fora a de D. Rita Campello, morava em Brotas e era proprietária da chácara e de lindíssimo Solar. Anos depois, passou para o exército brasileiro atual Hospital Militar."(Fonte do livro "A Margem da História da Bahia" - autor Francisco Borges de Barros.)
A TRADIÇÃO DO SINO NA BAHIA
MEMÓRIA DA BAHIA NÁUTICA
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A PIEDADE E A JUSTIÇA
Nas “Memórias Históricas e Políticas da Bahia” de Inácio Acioli de Cerqueira e Silva, pág. 151 escrito em 1835, vem narrando uma discórdia entre a Santa Casa da Misericórdia e a justiça, motivada pela execução de um condenado.
As Misericórdias de Portugal e do Brasil, tinham o privilégio de cobrir com a sua bandeira os condenados à morte que escapavam por acidente no momento da execução. Em certos casos em que rebentasse (partisse) a corda ou quebrava-se qualquer um dos instrumentos de súplicas (força ou guilhotina) e caía o infeliz ao solo ainda vivo. O porta estandarte, imediatamente, cobria a vítima com a bandeira da misericórdia, considerava-se este ato como cumprida a sentença. Estava salvo o condenado à pena última. Vários conflitos se originaram em conseqüência desta prerrogativa. Isto porque a corda era fornecida pela Santa Casa. Acompanhava os irmãos da Irmandade o sentenciado e ele levava a corda. Tocavam a campainha e rezavam em procissão chamando a misericórdia, misericórdia...Não raro a corda era antecipadamente imersa em água fria para que se tornasse mais rígida. Porém, a corda não resistia com o peso e partia. Veja este caso: “ Dois réus foram sentenciados à pena última. Durante a execução um deles caiu com o algoz do alto do patíbulo. Quebrava-se um dos travessões. Estava vivo. A Irmandade da Misericórdia, usando de seu antigo privilégio cobriu o réu com a sua bandeira. Estava cumprida a sentença, conforme a praxe.
O meirinho das execuções não se conformou com o caso. Maldosamente, avançou para o condenado e desferiu vários golpes de estocadas. Irritaram-se os irmãos e o povo. Quiseram “atassalhar” agredir o meirinho. Salvou-o a presença de um vereador Jerônimo de Burgos que presidia à execução e mandou recolher o assassino à cadeia sob grande escolta. Em vão, tentou o povo agredir o oficial. A Irmandade seguia então para o palácio governamental acompanhada pelo povo. Levava a bandeira estendida em sinal de protesto e exigia a imediata punição do culpado. O Governador não se comoveu com o clamor público. Mandou dispensar a multidão pela guarda e prendeu os irmãos da Misericórdia. Só saíram da cadeia por intervenção do procurador e desembargador Dionísio de Azevedo Avellar. Por carta régia de 30 de abril de 1716 com esse procedimento aprovado, declarando-se, ainda, que em casos semelhantes ao que provocara o tumulto a pena seria executada.
Ato desumano! Não conheciam o perdão nem o conforto que dá o sentimento de piedade. Não meditaram sobre a beleza desta virtude, na amplitude da súplica, implorando piedade para tudo e para todos que saem da normalidade da natureza e a boa razão impõe na harmonia da sua contextura, piedade é súplica do perdão “para o pobre moribundo” – “ para o lobo que devora” – “ para a pedra que esmaga” é o último pedido do criminoso, piedade... E mais uma vez o pedido do povo e as normais muito antiga da Santa Casa não foi respeitada.”
(Fonte do livro: Revista do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia” vol. 69 pág. 225/226 )
MEUS COMENTÁRIO:
A Religião e o poder da Irmandade naquela época, dobravam força com a justiça o que não era aceito pelo Governo e entravam sempre em choque movido por interesses particulares. O povo católicos e fervorosos e quase sempre contra o governador.
A RELIGIÃO NÃO PODE INTERVIR NAS DECISÕES DA JUSTIÇA, SOBRE QUALQUER PRETEXTO A SENTENÇA É SOBERANA. Por essas e outras razões foi separado o Estado da Igreja em 1890. Vamos ler abaixo:
Note bem: Separação entre o Estado e Igreja. Entre as primeiras medidas do Governo Provisório estava a separação entre a Igreja e o Estado. Além de não mais existir uma religião oficial no país e de estabelecer a plena liberdade de culto, o Estado assumiu uma série de funções importantes que antes eram prerrogativas da Igreja católica. Até então, a emissão de certidões de nascimento, casamento e mote eram atribuições eclesiásticas. A partir da promulgação da lei de 1890, contudo, apenas os registros civis passavam a ter valor legal. Ao mesmo tempo em que a Igreja saía da tutela do Estado, perdia os controles da vida social que detivera. Uma das mudanças mais polêmicas foi a instituição do casamento civil que possibilitaria a separação legal dos casais, inadmissível pelo catolicismo.
Trabalho de pesquisa de Álvaro B. Marques
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
UM SALTO DE CORRUPÇÃO ATÉ O SÉCULO XVII NA BAHIA
MEUS COMENTÁRIOS - Álvaro
Trabalho de pesquisa de Álvaro B. Marques