domingo, 17 de abril de 2011

ICONOGRAFIA RENOVADA


NOTA DE ESCLARECIMENTO
Este texto é mais uma denúncia, trata-se de mostrar ao leitor onde está o erro de atribuição da obra “Senhor morto”. Quem é o verdadeiro autor da Obra? Francisco das Chagas, o “CABRA” ou Manoel Ignácio da Costa? Para sabermos teremos que reunir documentos comprobatórios o que não é fácil. Principalmente em razão dos autores não assinar as suas obras na época. Mas, temos a nossa História escrita por autores renomados que por sua vez também fizeram pesquisas para continuar o seu trabalho e depararam também com dúvidas. A História nem sempre da o mérito a quem tem direito e cai no esquecimento do povo o merecido. Resta o trabalho de iconografia afirmar o mérito.
Na Igreja do Carmo, encontra-se uma placa colocada no alto da parede da Igreja, parte externa, lado esquerdo subindo o início da escadaria da Ordem 3ª do Carmo com os dizeres: “VISITEM: A V.O.T. DO CARMO A IMAGEM DO SR. MORTO, OBRA DO ESCRAVO O “CABRA” COM 2000 RUBIS ENCUSTADO.”
Na realidade o seu nome era Francisco Xavier das Chagas, mais conhecido por “Cabra”, mestiço e não sabemos que era escravo.
É bom saber: Pé de Cabra, nome depreciativo dito por portugueses a brasileiros como também “CABRA” designação de mistura de negro com índio e mulato (pardo).
Sabemos muito pouco sobre a origem deste perito mestre da arte escultural. Todas as suas obras eram de uma perfeição surpreendente. “Suas obras mais conhecidas foram:
Nossa Senhora do Carmo e o Menino Jesus, São Benedito, São João, Santa Magdalena, N. S. Das Dores e o Senhor da Redenção. Ainda podem ser vistas na Igreja da Ordem 3ª do Carmo” (Fonte do livro: Bahia Histórica – autor Sílio Boccanera Jr.)
Fazendo pesquisas de pintores baianos dos séculos 17 e 18 até fins do século 19 deparei com o escultor baiano “Manoel Ignácio da Costa cognominado o “seis dedos” (porque tinha na mão direita) sua maior obra prima foi a imagem de São Pedro de Alcântara, colocado no segundo altar a direita de quem entra na Igreja de São Francisco no Pelourinho. Outra obra de grande beleza plástica e muito realismo, surpreendente em detalhes é o “Senhor Morto” que se encontra na Igreja do Carmo e sai na procissão. Fez Também outras imagens para o Rio de Janeiro que infelizmente não sabemos o destino. Dentre elas na Igreja de Maragojipe no recôncavo, um São Jorge de tamanho natural. Na Igreja da Palma encontra-se um São Guilherme e no antigo Hospital do Morfético um São Lázaro. Fez também o emblemático “o Caboclo” da nossa Independência, esculpida em 1826”.( Fonte do livro: “Artista Bahianos” do autor Manoel Raimundo Querino)
Consta no livro de Termos da Ordem Terceira do Carmo no início de 1845 p.41 “Que o escultor Francisco das Chagas. Executou em 1758 para a Ordem Terceira do Carmo, as seguintes imagens: um Senhor Crucificado, com oito palmos, olhos de vidro e unhas das mãos e pés de marfim; um Senhor assentado na pedra; e ainda um Senhor com a cruz as costas. Um longo e minucioso termo de ajuste com a Ordem Terceira do Carmo diz que Francisco das Chagas, receberia pela primeira dessas imagens, Rs.70$000 e pelas duas outras Rs 100$000 e Rs 50$000, respectivamente.”
“Atribui-se também a Francisco das Chagas com fundamentos a autoria da impressionante imagem do “Senhor Morto”, pertencente a Ordem Terceira do Carmo, considerada obra prima.”
“Sua naturalidade, filiação e data de falecimento dificilmente serão apuradas, pois são muitas as pessoas com os mesmos nomes e apelidos que se deparam nos livros de casamentos e óbitos da Bahia do século XVIII.” (Fonte do livro: Dicionário de Artistas e Artifícios na Bahia – autor Marieta Alves.)
Havia os artesãs de ouro e prata que deixaram as suas marcas, geralmente inicias das suas primeiras letras do nome, gravado na jóia por exemplo: DM (Danilo Martins) mas não eram todos. A proibição e a perseguição ao artesão em ouro e prata no Brasil durou 49 anos com o início da Carta Régis de 30 de julho de 1766 e o termino em Decreto de 11 de agosto de 1815. Por este motivo os artesãs (joalheiro) trabalharam na clandestinidade e só colocavam as suas marcas (letras) em peças.A identificação da autoria da obra começou a valer depois da criação da Escola de Belas Artes na Bahia e Liceu de Arte e Ofício dois insignes lugares de ensino da artes do passado glorioso da Bahia.
Pesquisa de Álvaro B. Marques.

O ARTISTA A ARTE E A COMUNICAÇÃO

A arte sempre existiu no homem, desde os rudimentares desenhos pintados em cavernas e continuamente suas criatividades crescem em vários setores da nossa sociedade, artística, industrial, comercial. Demonstrando sua pujança na beleza, utilidade e lazer como a música, e a necessidade de criar sempre existirá para o desenvolvimento humanitário. É através da arte que o homem consegue se comunicar com todos os povos. A arte, com a sua linguagem silenciosa em ferro, barro, louça, vidro, madeira, gesso e a tinta para fazer a cor desejada. O papel são várias e tantas outras em formas artísticas que a criação humana permite desenvolver cada vez mais beleza, harmonia e cores.
“Artistas são os que criam e desenvolve a um pensamento, a uma idéia, fôrma e expressão, sentimento e vida”.
Depois da abertura dos portos no Brasil para as nações amigas, decretado por D. João VI em 1808 o Brasil foi visitado por ilustres artistas que souberam passar tudo que viram e transformaram em riscados e cores vivas e alegres da nação nova e exuberante.
O artista francês Jean Batiste Depret que divulgou na sua obra: Voyage pittoresque et historique au Brésil (1834-1839. Como foi também o cientista Auguste Saint-Hillaire, opinaram sobre templos religiosos, urbanismo, costumes e festas religiosas e pagãs (escravos) no período Imperial de tradições barroco. Outro artista visitante que nos deixou belas gravuras em desenhos e pinturas dos usos e costumes do povo brasileiro, seu nome até hoje é lembrado Jonhan Mortiz Rugendas, pintou renomado, esteve entre nós em 1827 a 1835.
O extraordinário artista, escultor italiano que viveu entre longo período em Salvador modelando estátuas como imagem viva. Pasquale di Chirico. Fez a estátua do Poder e da Justiça, a estátua de Thomé de Sousa, a estátua do Barão do Rio Branco e outras de menores vultos na Bahia e em outros Estados.
Mas a Bahia já tinha os seus artistas com suas glórias. Vamos seguir a narrativa de Manoel Raimundo Querino, o retratista que tornou-se o primeiro folclorista dos escravos africanos da Bahia. “ A Bahia teve no passado seus tempos de glórias nas artes. “ onde as artes brasileiras iniciaram os seus passos” – (Torquato Bahia – 1907).
“Na época em que tinham os notáveis filhos de Salvador, Cachoeira e Santo Amaro formou-se um espírito de cultura religiosa barroco. Os principais da época foram:
As obras de pinturas de: José Joaquim da Rocha, José Theófilo de Jesus, Antonio Joaquim Franco Velasco.
Na escultura de: Francisco Chagas, mais conhecido como “Cabra”, Felix Pereira, Bento Sabino dos Reis, Manoel Ignácio da Costa, Domingos Pereira Baião.
Na música de: Damião Barbosa de Araújo, José Pereira Rebouças ( o primeiro brasileiro a diplomar-se em música na Europa.) Mussurunga – Francisco Muniz Barreto, João Amado Coutinho Barata, Adelelmo Nascimento, Domingos de Farias Machado, Germano Limeira.
Foram os dois estabelecimentos que o Estado ministrou o ensino profissional. A Escola de Belas Artes e o Liceu de Artes e Ofícios. Nessas escolas saíram grandes mestres da arte baiana.” ( “Artistas Bahianos ) – autor: Manoel Raimundo Querido – impressos em 1909/Ba.)
Francisco Chagas o “Cabra” esculpiu as imagens de N. S. do Carmo, São Benedito, São João, Stª Madalena, N. S. das Dores e Senhor da Redenção. O apelido (depreciativo) Cabra é designado a pessoa de cor mestiça ou seja mulato que os portugueses chamavam assim os nativos brasileiros, mistura de branco com preto.
Valentim da Fonseca e Silva, conhecido por mestre Valentim além de escultor era perito em ourivesaria. Crispim do Amaral e Pedro Américo pintores famosos do século XIX.
Manoel Ignácio da Costa, admirável escultor baiano, tinha o cognome de “6 dedos” por ter uma das mãos seis dedos. Modelou a imagem de São Pedro de Alcântara (igreja de São Francisco), Senhor Morto (ordem 3ª do Carmo), Stª Madalena (igreja da Lapinha).São Jorge, tamanho natural, encontra-se na cidade de Maragojipe. São Lázaro, encontra-se no Hospital dos Leprosos. São Guilherme, na igreja da Palma. O caboclo, esculpido em 1826, emblemático da nossa Independência.
Alberto da Costa, genro de Manoel Ignácio, talentoso artista, pintor retratista, fez o retrato do Conde dos Arcos que existe na Associação Comercial da Bahia, juntamente com os retratos do general Pedro Labatut e do Visconde de Pirajá.
José Joaquim da Rocha, pintou notável, fundador e mestre da Escola de Pintura da Bahia, fundada em 1740. Como também ele pintou várias cúpulas de igrejas. Dentre a mais famosa foram os painéis da Igreja do Pilar. Considerado o maior pintor barroco do século 18.
José Theófilo de Jesus, baiano, grande talento discípulo de José Joaquim da Rocha.
Principais representantes da “Escola Baiana de Pintura” dos séculos XVIII E XIX, foram esses: José Joaquim da Rocha, fundador.José Theófilo de Jesus, Francisco Vellasco, Rodrigues Nunes, Francisco e Manoel Lopes Rodrigues, Silva Romão, Bento Capinam, Cunha Couto. Os que sobraram do século 18 ao século XIX e inicio do século 20. Alberto Valença, Mendonça Filho e Presciliano Silva..
Paisagem; Alberto Valença. Marinhas; Mendonça Filho. Pintura interna de Igrejas: Presciliano Silva.
Outros não menos famosos: Rodrigues Nunes, Francisco e Manoel Lopes Rodrigues, Silva Romão e Bento Capinam.
Dr. Jonathas Abbot tinha em seu acervo particular vários quadros de autores baianos e pinturas estrangeiras de italianos, franceses, flamengos e holandeses dos séculos XVII e XVIII. Abbot, era inglês naturalizado brasileiro, formou-se aqui em medicina e foi um grande apreciador das artes baiana.
ARTES MENORES – “ No século XVIII foi na Bahia, o século da arte, do fausto e da liberdade – uma miniatura feliz da Renascença. Ainda hoje, o que temos de melhor, recebemos da era setencentista – a dos lampejas do ouro, do faiscar dos diamantes e das cintilações da prata.
O espírito religioso da época favoreceu o surto do progresso das artes, sobretudo o da chamada artes menores.
De Portugal vinham, facilmente, imagem e cantaria lavrada para reverter fachada e moldura de portas e janelas de igrejas e de solares. Aqui, porém, se talhava o rijo jacarandá das estátuas, dos arcazes e das grades torneadas, das mesas e das cadeiras de respaldo, executadas no rico e belo estilo, que marcou o fausto reinado de D. João VI.
O cedro abatido nas matas, transformava-se em figuras de anjos, colunas torsas enroscada de pampanos ou de margaridas, aves lendárias, sanefas de bicão, plumas estilizadas, conchas.
Isso tudo, o mais eram trabalho de mestres, talhadores, torneiros e carpinteiros, que se multiplicaram na Bahia e nela implantaram durante um século, o dominador e vasto império do barroco.
A própria ourivesaria, perseguida desde o século XVII, alcançou, na era setencentista sua fase de maior esplendor.
O exercício de uma profissão levava-se muito a sério, naquelas priscas eras, consideradas, mas, se bem analisadas de grandes virtudes no tocante a proibidade e a retidão profissional.
Para ter loja ou tenda aberta, o oficial submetia-se a exames e uma vez aprovado, obtinha a necessária licença da Câmara, chamadas oficiais mecânicos.
Das mãos desses oficiais mecânicos, quantas obras primas botavam atestando a perícia do executante, que levantavam solares e erguia templos, ainda hoje pontos altos da história da civilização brasileira. Basta recordar que foi no correr deste século que se construíram as igrejas mais importantes da cidade. São Francisco, Conceição da Praia, Senhor do Bonfim, Sant!Anna, Passos, Saúde, e ás Ordem 3ª de São Francisco, São Domingos, N. Sª do Rosário dos Pretos e outras não menos famosas.
Entre os numerosos entalhadores, que trabalhavam no Bahia, no século XVIII e cuja obra não desapareceu totalmente, sobressai Antonio Mendes da Silva, considerado o mais competente Toreuta da primeira metade do século XVIII na Bahia, onde faleceu em 1763 segundo notícias colida no Arquivo da Santa Casa a qual ele fez vários serviços registrado nos livros de despesas.” ( Fonte do livro: “ História da Arte Brasileira” Editora Melhoramento)
Xisto de Paula Bahia. Foi o maior artista de teatro e cantor de modinha do século XIX, no palco suas apresentações eram de muitos aplausos, compositor, cantor, musico e ator cênico. Nasceu em Salvador no dia 6 de agosto de 1841 e faleceu no dia 30 de outubro de 1894. Fez várias incursões teatrais em Estados do país sempre com glórias e evoluções.Tornou-se o mais famoso do Teatro no Brasil.
Cantor e violonista no inicio da sua carreira no Teatro S. João e na Rua São José. Depois de tanto se envolver no palco e tinha talento, tornou-se ator dramático e saindo por aí a representar com seu jeito único de ser o Xisto Bahia. Ele e João Caetano foram as glórias pares do teatro brasileiro.
Trabalho de pesquisa – Álvaro B. Marques

quarta-feira, 6 de abril de 2011

A HISTÓRIA DO ABOLICIONISTA LUIS GONZAGA PINTO DA GAMA


Luis Gonzaga Pinto da Gama nasceu em Salvador/BA. No dia 21.06.1830 e morreu no dia 24.07.1882 na cidade de São Paulo. Não era formado em Direito, na realidade era um rábula (assistia ás aulas de Direito como convidado) e defendia as causas da libertação dos escravos com brilhantismo. Era autodidata, trabalhava na impressa de jornais paulista, poeta e escritor.
É necessário que leia o livro: “ O Precursor do Abolicionismo no Brasil” – autor Sud Mennucci – publicado em 1938. A vida de Luis Gama, já foi biografada por vários historiadores e a sua origem nunca foi bem esclarecida. Não estou querendo desmerecer os méritos do grande defensor dos escravos, mas a História põe em dúvidas. Mesmo porque, na época da escravatura, o escravo e alforriado como também os descendentes só tinham valor comercialmente e o jovem, garoto (moleque) escravo, tinha mais valor do que um adulto. Seria natural que o suposto pai de Luis Gama lhe vendesse. Havia grande interesse do proprietário do escravo em ensinar ao jovem um ofício seja qual for ou vários, além de ser-lhe útil o seu preço dobraria. Não era crime, tudo que fizesse mal ao escravo, tudo era possível desde quando tenha o conhecimento e autorização do proprietário. Os pais de escravo nada podiam fazer em benefícios do filho, até a sua origem africana quando chegava de viagem ao porto do Brasil não era bem esclarecida. Os mercadores de escravos escondiam dos compradores as verdadeiras origens, porque havia interesses em escravos novos, perfeitos, dóceis, angolanos, jejes, tapas, bônus, congoleses, minas, moçambique e todos da região sudaneses. Como também, os mercadores tinham dificuldades para entender os vários dialetos de nações africanas. Por isso, preferiam receber e negociar os da Costa da África era os mais solicitados pelos compradores portugueses, os mais entendidos na língua Yorubá. Mas, os africanos distinguiam-se por dialetos e hábitos ancestrais. Chegavam aqui, sem lei e sem documentos.
O Luis Gama foi vendido pelo pai, segundo consta no livro de Edson Carneiro “Antologia do Negro Brasileiro” “quando ele já era livre e a mãe chamava-se Luizia Mehin de nação nagô(assim chamado na Bahia, refere-se a todos os africanos que fala a língua yorubá a mais falada na Bahia) Morava próximo a Igreja da Palma, na antiga rua do Bângala, hoje rua Luis Gama, no prédio nº 1 – está assinalado em placa dizendo: Nesta casa em 21.06.1830 nasceu livre Luis Gonzaga Pinto da Gama, filho de Luizia Mehin”. Está não é a Luiza Mahin que foi arrolada no processo do “Levante dos Malês” em 1835 na Bahia, participou junto com outras mulheres do movimento, foi presa e deportada, era alforriada, é outra história. Acredito até que houve erro de ortografia em referência ao nome.
Tenho um trabalho que ainda não foi publicado intitulado formalmente: “Bahia. Seu berço e sua alma” em datilografia e que não tive oportunidade para maiores vôos. Refere-se ao tema central do povoamento da Bahia em época Colonial até ao fim da escravidão. Neste termo acima tenho dúvidas em relação a paternidade de Luis Gama ou seja Luis Gonzaga Pinto da Gama por ser este nome de batismo de origem portuguesa e católico autorizado pelo primeiro proprietário do nascimento de Luiz Gama.
O Ministro da Fazenda Ruy Barbosa, mandou por decreto de 14 de dezembro de 1890 e a circular nº 29 de 13 de maio de 1891 destruir, queimar, todos os documentos históricos alfandegários os “assentos” dos senhores, os livros de matrículas de escravos as taxas do fisco e tudo que se refere a escravidão no Brasil e os órgãos públicos assim procederam juntamente com o povo. O que restou é muito pouco sobre a quantidade e a origem dos escravos africanos vindo ao Brasil.
O excelentíssimo Ministro quis apagar com gesto nobre uma mancha enorme na nossa República mais não apagou da nossa memória, ele aleijou a nossa História. “A intenção fora a mais generosa possível, mas o prejuízo histórico foi lastimável. Os poucos documentos que se salvaram não permitiram que se reconstituísse com fidelidade toda uma larga fase da HISTÓRIA BRASILEIRA.” (frases do livro:”O Negro na Civilização Brasileira” – autor Arthur Ramos) Independente disso, foram queimados em praça pública (séculos atrás) livros e documentos pelos invasores holandeses que encontraram nas Igrejas, Conventos e Prefeituras. Não bastando tudo isso, houve incêndios na biblioteca do Colégio dos jesuítas e muitos anos depois na antiga Biblioteca Pública do Estado isto já causa uma perda enorme de informações documentais. Resta os Arquivos Públicos preservarem o que sobram conjuntamente a acervos particulares.
É bom deixar bem claro, que o negro africano escravo no Brasil e seus descendentes contribuiram e muito pela formação do povo brasileiro, juntamente com os índios nativos e os brancos portuguese.
Álvaro Bento Marques

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

JESUITA ALEXANDRE DE GUSMÃO

JESUITA ALEXANDRE DE GUSMÃO – nasceu em 1629 em Portugal e morreu no Seminário de Belém no dia 15 de março de 1724 com 95 anos. Foi um pedagogo e um educador, doutrina e exercício, teoria e prática. Escreveu os livros: “Árvore da Vida, Jesus Crucificado”, “O Corvo e a Pomba de Noé”(Lisboa,1734), “Rosa de Nazaré nas Montanhas de Hebron”, “ A Virgem de N.Sª da Companhia de Jesus”(Lisboa,1715)

“História do Predestinado do Peregrino”(1728) “Arte de Criar Bem os Filhos na Idade da Puerícia”, editado em Lisboa no ano de 1685 . Lançando com esses livros a Pedagogia intercalar. Portando, grande novidade, primeiras obras nesse gênero no Brasil, obras raras, mesmo em Portugal. É considerado o percussor da puericultura no Brasil.

Padre Gusmão, tinha convicção profunda sobre a educação, não só para a vida religiosa como também para a sociedade. O Seminário de Belém concorreu para a educação do Brasil, no começo do século XVIII.

O Seminário de Belém foi fundado com o nome de Escola Provincial no ano de 1686, grande escola à margem do Rio Paraguaçú, caminho de Cachoeira. Estabelecimento considerado sui generis, entre as casas ou noviciados de educação dos leigos da Companhia. Concorriam os alunos de toda parte do Brasil, principalmente dos recôncavos baianos, pobres e filhos de fazendeiros. Saem do Seminário com o saber das humanidades concluídas. Para serem admitidos na Companhia de Jesus (Colégio dos Jesuítas) e em outras ordens regulares como na Universidade de Coimbra. Assim, o Seminário é religioso e leigo. É o primeiro internato estabelecido no Brasil, por iniciativa particular se fundou e viveu uma instituição escolar, onde por espaço de 73 anos receberam a primeira educação e ensino cerca de 1.500 estudantes, filhos do Brasil, que ilustraram depois a diversas carreiras.

A Bahia se orgulha desta instituição nobre e da fama do Padre Alexandre de Gusmão, sua vida e suas obras. (Fonte do livro: “Livro de Horas” – autor: Afrânio Peixoto)

“Construiu o Seminário e a Igreja com “esmola” e doações, desenhou traços da Igreja e do Seminário. Era exímio na arte cerâmica. Construiu o retábulo do altar- mór com mestria.Por decisões do Marquês de Pombal, D. Sebastião José de Carvalho e Mello (n.1699 e m.1782-Lisboa) consta no Instrumento de Inventário e Seqüestro dos bens do período 1759-1760 os bens: ornamentos em prata e ouro em alfaias, 5 fazendas de gado e numerosos escravos feito em hasta pública todo o patrimônio revertido para a Coroa.”

(Fonte: Alberto Rabello no seu discurso de ingresso no Instituto Geográfico e Histórico da Bahia – sob o Seminário de Belém de Cachoeira e do padre Bartholomeu Lourenço)

NOTA DO PESQUISADOR: O Seminário de Belém, em Cachoeira não existe mais. Ficou a Igreja de Nossa Senhora de Belém, para comprovar a História, simples e abandonada, um golpe duríssimo que os jesuítas receberam do Marquês de Pombal em 1759. Eliminaram o berço da educação no Brasil.

DESAMBIGUAÇÃO: Alexandre de Gusmão - Diplomata, luso-brasileiro.Nascido no Brasil colônia em 1695 e morreu em 1753 com 58 anos.

Alexandre de Gusmão - jesuita português - nasceu em Lisboa no ano de 1629 e morreu em 1724 com 95 anos.

É BOM SABER:

Conforme narrativa de Affonso Costa no seu discurso no Instituto Geográfico e Histórico da Bahia que se encontra no livro “O Seminário de Belém de Cachoeira e o Padre Bartholomeu Lourenço (erradamente chamado de Gusmão). Em sessão de 14 de maio de 1916. É confirmado que o Bartholomeu Lourenço foi seminarista de Belém, discípulo do jesuíta padre Alexandre de Gusmão seu padrinho e protetor. Como grande admirador adotou o sobrenome de Gusmão em referencia a sincera amizade. Na ascendência do padre “voador” assim chamado, por ter inventado o balão ou aeróstatos, não consta na família o nome de Gusmão.

O primeiro dos seus inventos, foi o mecanismo que canalizava água para o Seminário vindo de rio mais próximo. Podendo ser do lago ou mar, a altura que pretendesse. Sua idéia beneficiou vários Conventos, Igrejas e Engenhos causando admiração de todos.”

Trabalho de pesquisa de Álvaro B. Marques

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

SOLAR BARÃO DO RIO REAL


Situado na rua Almeida Couto, nº 01 – Largo de Nazaré “ construção do século XVIII e reformado no início do século XIX – Nota nesse casarão o mirante já implantado na construção civil da época em várias residências.”( frases do IPHAN, ficha do imóvel ).
Pertenceu ao Barão do Rio Real– José Dantas dos Imperiais Itapicurú ou como era chamado Dr. José Dantas Itapicurú, 1º barão do Rio Real, nasceu no dia 19 de março de 1798 no engenho Camuciatá, município de Itapicurú. Faleceu no dia 10 de novembro de 1862, nesta capital, e sepultado no cemitério do Campo Santo. Foi juiz em Itapicurú, agraciado barão. Filho legítimo de José d’Antas e Francisca de Sousa, casou em 1ª núpcias com D. Ana Ferreira de Jesus Velloso, não teve filhos, na 2ª núpcias casou com D. Eliza Pitanga Dantas, faleceu na Capital em 12 de junho de 1902, deixando quatro filho a saber: João Gualberto Dantas com 22 anos ( futuro 2º barão do Rio Real )
José Dantas Itapicurú com 21 anos
Maria Leopoldina Dantas com 18 anos
Praxeres Pitanga Dantas com 13 anos.
(Fonte, inventário pág.2 do livro de Inventário de José Dantas Itapicurú em 23 de agosto de 1902 – Itapicurú )
Assim sendo, é natural que o barão e sua família, sempre quando vinham para a Capital (Salvador) ficaram estabelecidos no casarão do bairro de Nazaré. Este Solar ou casarão, foi tombado pelo IPHAN sob nº 32 do livro de Belas Artes, fls,07 em 20.04.1938 (Arquitetura civil do período Colonial) cadastro imobiliário nº 20314 – Processo nº 118-T “ Tombado em agosto de 1937 sob nº 32 – época século XVIII (1748 mais ou menos).”Poucas referencias seguras sobre esse prédio. Conseguimos saber que ele seria um dos 3 edificios primitivos do bairro de Nazaré. Parece que, mais tarde, em pleno século XIX sofreu pequenas modificações. Estas, porém de natureza mais ornamental, longe de prejudicar, antes lhe aumentaram a discreta elegância de legitima casa palaciana.”
As anotações acima, estão registradas na ficha do imóvel mencionado, pelo arquiteto fiscal.
O imóvel passou por vários locatários. Foi pousada dos padres da Congregação das Missões. Em 29 de dezembro de 1944 pertenceu a D. Almerinda Martins Catarino da Silva. Já em fevereiro de 1945 pertenceu ao Colégio N. Sª de Lourdes e Escola Técnica. Depois em 11,08.95 foi transferido ao Colégio Democrata e novamente abandonado. Hoje esse casarão está sob a locação, segundo informações do IPHAN a um comerciante de antiguidade que por sua vez, ainda não abriu a porta.
NOTA DE ESCLARECIMENTO:
Certas pessoas de pensamentos Liberais da época substituíam os sobrenomes portugueses por um nativista, era comum esse sentimento para se identificar melhor, por exemplos: Francisco Gê Acaiaba de Montezuma, advogado, jurista e político baiano, defensor da independência, visconde de Jequitinhonha – nome de batismo Francisco Gomes Brandão (Gê ou Jê homenagem ao índio brasileiro e Montezuma advém do Imperador Mexicano. Acayaba palavra de origem indígena Tupi)
Francisco Cortes Real, depois Corte Imperial editor do jornal “constitucional” principal jornal dos interesses baianos.
Padre Manoel José de Freitas Batista Mascarenhas, passou a ser Manuel Dendê Bus em homenagem aos africanos da Bahia e o seu “azeite de dendê”. Vigário da Igreja da Conceição da Praia, figura do movimento libertador de 1822. Esses são um dos casos de centenas de outros como forma de protesto ao regime Imperial. Não seria contrario o Dr. José Dantas dos Imperiais Itapicurú, acrescentando em seu nome o local de morada. Como também a sua esposa passa a ter “Pitanga” no nome, referindo-se a uma frutinha regional e baiana muito conhecida.
Visitei o casarão do barão do Rio Real no bairro de Nazaré em 2007. Na ocasião a porta estava aberta e deparei com o ex-Diretor do Colégio N.Sª de Lourdes, ex- locatário do imóvel que estava recolhendo ainda, documentos de ex-alunos e estava passando o imóvel para o referido comerciante de antiguidade. Percorri o casarão que tinha vários objetos e móveis amontoados e vi uma escada belíssima de madeira de lei. Fui até a parte inferior do casarão chamado de “socavão”, local amplo com pouca circulação de ar, lá nas paredes sem cor, úmidas, se encontravam argolas de ferro presas na parede, visível instrumento de suplício para prender escravos e no chão outros objetos que não consegui identificar. É lamentável o descaso público e oficial do governo com o patrimônio histórico de grande interesse.
É BOM SABER:  Constatei na Pasta - maço nº1575 referente as Sociedades Beneficentes - Seção do Arquivo Colonial e Provincial do Arquivo Público do Estado da Bahia as seguintes informações: "Faz menção a construção do Palacete Geremoabo na rua Cova da Onça em 21,01.1677". Está referência é o Palacete da rua Almeida Couto, 01 no Bairro de Nazaré - endereço de hoje.
Trabalho de pesquisa de Álvaro B. Marques

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

O ESTRAGO APÓS A ABOLIÇÃO DOS ESCRAVOS


SEGUNDO UM CAFEICULTOR – SÉCULO XIX.
Vamos acompanhar suas palavras: “ A Lei de 13 de maio de 1888, veio a ser para mim, assim como foi para outros lavradores, um golpe duríssimo. A minha fortuna que em 1885 eu havia avaliado em cento e setenta contos de réis, desceu logo e por assim dizer de uma só vez cerca de uns trinta contos de réis, e ainda assim puramente nominais, foi eliminado sem deixar o menor resíduo o valor dos escravos, é que o valor da terra descia a cem mil reis o alqueire e até mesmo a menos, e o do pé de café a cem réis e alguns a cinqüenta e a vinte réis. Por outro lado, nem mesmo por esses preços os compradores apareciam.
É preocupante, ver-se da noite para o dia aniquilado o fruto de tantos anos de esforços, de privações e até mesmo de capitais, pois que na minha lavoura eu havia aplicado a pequena herança de meus pais, o pequeno dote de minha mulher e um grande número de contos de réis que eu havia ganhado pelos serviços de advocacia e por outros modos de trabalho. Não é, com efeito causa com que facilmente se possa resignar, sobretudo quando se vê que a causa principal do tal golpe, não passou de uma sórdida ambição de um grande número de interesse inconfessável e quando aqueles que haviam vibrado esse tão rude e tão tremendo golpe, continuavam sempre a se conservar no seu mais completo “bem bom” e que em lugar de consolar ou de condoerem, pelo contrário riam-se das suas vítimas.
Felizmente, resignado e arruinado, reconheço que é absolutamente inútil procurar remédio. A Abolição estava para mim neste caso e tendo deste logo, reconhecido, que independentemente do grande mal, que teria para o futuro de se converter em um grande bem, nem mesmo para os outros, aqueles que se tornavam uma conseqüência imediata do primeiro, isto é, que nem mesmo para a reorganização da minha lavoura eu poderia descobrir um remédio qualquer, e quem além de pronto, fosse ao mesmo tempo convenientemente acertado, deste logo, também resolvi entregar-me de olhos fechados nas mãos da providência. Felizmente, porém ainda para mim, os meus libertos declararam-me que nem um só deles se retiraria, sem que primeiro  houvesse colhido o meu café. E com efeito, não só o cumpriram como seguiram as regras do antigo regime e da disciplina.
Quando concluíram a colheita, é que então, foram reuniram-se ás suas famílias, ou para terem consciência, era natural, de que se achavam livre. Foram pouco a pouco se retirando, mas dando-lhes eu condução e saindo todos na mais perfeita paz comigo. Afinal, fiquei reduzido a um que havia sido o meu primeiro escravo e que se chamava Antonio e a duas que servia dentro de casa, mucambas, uma delas se chamava Inocência, está foi ama de um dos meus filhos, preferiu ficar comigo a ir para a companhia da mãe que havia conseguido reunir toda a família e com muita insistência para que a Inocência fosse morar com ela.
As maiores fazendas de café, haviam perdido todas as suas colheitas por não encontrar quem colher, falta de braços. E muitas foram pagas por dividas com Bancos, acarretando desespero em famílias tradicionais.
Em abril de 1889, fui ao Juiz de Fora, buscar alguns colonos italianos, e creio que não fui infeliz na escolha. Foi isto uma simples experiência e por hora ainda não sei absolutamente o que terei que fazer para o futuro. Sejam, porém, quais foram as vantagens do serviço livre; um fato para mim está desde já verificado e vem a ser bem ou mal, o escravo trabalha muito mais que o homem livre, principalmente estrangeiro. Uma vez que o seu trabalho seja em feitoria.
A segunda Lei Saraiva como vulgarmente se chama, e tendo essa lei fixado o preço do escravo emancipado, muito inferior a metade do valor atual, isto já foi grande desfalque que se deu na fortuna do fazendeiro. E essa conseqüência provocou muita desavença entre escravo e proprietário. Os escravos querendo a sua carta de alforria dentro da Lei Saraiva. Geraram vários conflitos e fugas para os Quilombos, mortes de fazendeiros e determinações judiciais. Para se ter uma idéia, um escravo moço, sem defeito, custava na lavoura de café de Minas Gerais, no ano de 1885 mais ou menos 1.500$00 (hum mil e quientos contos de réis) e a mulher nova de 2.000$00 (dois mil contos de réis), sendo o homem com ofício o valor chegava a 2.500$00 (dois mil e quientos contos de réis). Depois baixou abruptamente para 800$00, l.00$00 e até 500$00 os negros já não queriam mais saber de lavoura só pensavam em garimpar ir para os fundos dos serrados mineiros.
A Abolição, filha de múltiplos interesses, do servilismo e da especulação, tal como foi feito, muito pouco teve o ideal. Pois, deixou rastos maléficos e prejuízos irreparáveis aos fazendeiros, senhores de engenhos e todos aqueles que tinham escravos. Por outro lado, os escravos não foram preparados para serem livres, numa sociedade ainda dominada em pensamentos extremamente agrícolas, oligarquia, patriarcais e conservadoras. Muitos escravos, aqueles que tinham algum ofício se deram bem, outros preferiram ficar com seus senhores, trabalhando para eles em troca de comida e outras migalhas. Alguns preferiram ser vendeiros ou vendeiras. Outros por quentões sentimentais permaneceram sem exigir nada e poucos obtiveram a sorte de juntar dinheiro e foram mais adiante ser comerciante os chamados “letrados” e a grande maioria sem instrução, doentes a viverem mendigando pelas ruas. Alguns outros voltaram para a África com seus próprios recursos.
Esse foi o quadro degradante nos primeiros anos após a Abolição da Escravatura no Brasil. A liberdade veio trazendo misérias para uma Nação em agonia. Foi tardio, mas um mal necessário”
Trabalho de pesquisa de Álvaro B. Marques - mantido o português da época, fiel ao original.
Fonte do livro “Minhas Recordações” – autor: Francisco de Paula Ferreira de Rezende.
Págs.437 a 442 – capítulo III – publicado em 1944.
N.B.: O autor deste livro descreveu a sua vida pregresso na cidade de “Campana” norte do interior de Minas Gerais, entre os anos de 1830 a 1890

RESUMO DOS GRANDES ACONTECIMENTOS NA BAHIA SÉCULO XIX


A Independência da Bahia em 1822
A Revolta dos Malês em 1835 ( promovida por africanos mulçumanos)
O mata-maroto ( reações no comércio contra os portugueses ) em 1831
A Revolta da Sabinada em 1837 – (movimento pela Federação)
O renascimento financeiro de 1840
A crise de 1846. Financeira e econômica.
A cólera-morbo, de 1855 a 1856 (epidemia que vitimou mais de 30.000 mil baianos na capital e interior)."O cholera morbus é uma infecção intestinal aguda causada pelo Vibrio cholerae que é uma bactéria capaz de produzir uma enterotoxina que causa vômitos, diarréias se multiplica com muita rapidez.A sua transmissão e diretamente dos dejetos fecais de um doente por ingestão oral, principalmente em água contaminada".
A guerra do Paraguai ( e suas conseqüências em 5 anos ).
A crise agrícola: algodão, moléstia da cana em 1873 e a concorrência do açúcar brasileiro com o fabrico de açúcar extraído da beterraba feito pela Inglaterra, em suas ilhas de possessões.
A abolição dos escravos em 1888 ( e suas conseqüências internas).
A seca no sertão baiano de 1889.
O desespero das empresas e a falência em 1891 ( a crise iniciou em 1873 a 1890 )
A guerra de Canudos, chamada de “o extermínio sem causa” em 1897.
Outra devastadora seca de 1898 a 1899.
Ano importante, socialmente foi 1890 é a Declaração da Liberdade de Todos os Cultos Religiosos e a Separação da Igreja do Estado, regulamentando-se em conseqüência ao Registro de Nascimento, Casamento e Batismo. São essas obrigações da Igreja Católica no Brasil. Foi um marco histórico.
COISA DIGNA DE NOTA: Durante o período que compreende o fim do século XVIII e o princípio do século XIX, formou-se neste país um espírito de Independência e Liberdade, como aprovam a Conspiração Republicana de 1798 (Conspiração dos Alfaiates ou Revolta da Sabinada ), a Revolução de 10 de fevereiro de 1821 e a Independência, os movimentos federalistas de 1831, 32 e 33.
Trabalho de pesquisa – Álvaro B. Marques – Fonte: “Vida Econômica e Financeira da Bahia no período de 1874 a 1922 – autor: Francisco Marques de Góes Calmon.
“Anais do Segundo Congresso de História da Bahia” publicado. Em 1952.
Livro Revista do Instituto Histórico e Geografico da Bahia nº46.