sexta-feira, 8 de outubro de 2010

PEQUENAS BIOGRAFIAS DE HOMENS NOTÁVEIS


Caetano Lopes de Moura, nasceu na Bahia em 1780. Filho de modesto marceneiro, foi na sua infância aprendiz de sapateiro. Cursou com muito sacrifício os estudos de Medicina. Ao fim dos quais, não quiseram doutorá-lo por ser preto. Passou a residir na Europa doutorando-se em Paris, onde ficou clinicando com sucesso. Napoleão I nomeou-lhe médico do Exército e da Armada Imperial. Mais tarde o Imperador D. Pedro II deu-lhe uma pensão em dinheiro quando já estava morando no Brasil. Foi mestre em Latim, escritor. O Seu nome é a melhor definição da palavra – VONTADE.” ( Fonte extraída do “Novo Guia da Cidade do Salvador”- biografia e lendário – edição de 1953.)
Luis Monteiro Caminhoá – Nasceu na Bahia em 1842, organizou as Colônias Agrícolas para delinqüentes menores e a sua recuperação para a sociedade. Foi o precursor na Bahia do sistema presídio/colônia para menores infratores.Formou-se em engº. Agrônomo na França, tendo sido premiado pelo governo Francês.”
( Fonte extraída do livro: “Novo Guia da Cidade de Salvador”- Biografia e Lendas – Oferta da Colônia Espanhola na Bahia.)
Afonso Sertão Domingos – Bandeirante na Bahia, sob as ordens do senhor da Torre. Homem destemido dos fins do século XVII. Fez diversas Entradas no sertão baiano até o Piauí. Dessa circunstância foi que surgiu o apelido “Sertão Domingos”. Obteve com isso enorme fortuna em prédios, gados, terras e fazendas cultivadas. Na sua morte doou aos jesuítas.” ( Fonte extraída do livro: “ Novo Guia da Cidade de Salvador”- Biografia e Lendas – Oferta da Colônia Espanhola na Bahia.)
Mem de Sá, morreu na Bahia e está enterrado na Catedral Basílica, sua Igreja do Colégio dos Jesuítas aonde seus restos mortais repousa. É uma honra para nos baianos. Sua oração fúnebre foi rezada por Nóbrega em vida, resumia-se em três palavras:
“Prudência, Zelo e Virtude”.
Aqui perdeu um filho, Fernão de Sá, quando o mesmo foi em expedição para caçar os índios Aymorés. Expulsou os intrusos franceses, já enraizados na Guanabara. Fundou o Rio de Janeiro, povoação honrada que quisera Thomé de Sousa, para que nestas paragens houvesse outra cidade de Salvador ( a Bahia qualificativa: obrigado Mem de Sá ). Deixou aqui seus bens vinculados, falta de descendestes. O filho Francisco morreu cedo e a filha Filipa não teve herdeiros.
Assim disse Anchieta “ajudou a fazer as suas custa; as igrejas do Colégio dos Jesuítas, a Sé e a Misericórdia.
Serviu-nos, defendeu-nos, deu seu sangre – a vida de um filho – deu-nos seus bens, deu-nos seus anos derradeiros, morrendo entre nós, enterrados no nosso solo. Que mais? Bendito seja Mem de Sá.”
O primeiro músico notável da Bahia, foi Euzébio de Mattos ou Frei Euzébio da Soledade. Nasceu em 1629 e faleceu em 7 de julho de 1692. Discípulo do Padre Antonio Vieira; mestre em filosofia no Colégio dos Jesuítas. Foi músico, compositor, poeta, filosofo, matemático, pregador e desenhista.
Afirmam ter sido um dos maiores talentos que o Brasil já teve. Irmão de Gregório de Mattos o “boca do inferno”. O Padre Antonio Vieira afirmava: “ que Deus se abastara em o fazer em tudo grande e não o fora mais por não querer”. Referindo-se ao irmão Frei Eusébio da Soledade porque tudo ele sabia, mais do que os outros”.
Silva, Juvenal Galeno da Costa – Poeta prosador brasileiro, natural do Ceará, nascido em 1836 e faleceu em 1931. Suas composições foram de grande espontaneidade e eminentemente populares. Escreveu e publicou: “Prelúdio Poéticos”, “A Machadada”, “ Lira Cearense” “Lendas e Canções Populares”. Obras em versos e “ Cenas Populares”; Folhetins de Silvanus – Medicina Caseira – Prosa.”(Fonte extraída: “ Novo Guia da Cidade de Salvador” – Biografia e Lendas – Oferta da Colônia Espanhola na Bahia.)
Manoel Roque – O laborioso artista é o honesto tesoureiro da Sociedade Abolicionista Baiano. É difícil dar uma dimensão do amor que ele tinha pela causa da Liberdade, este obscuro cidadão. Na qualidade de tesoureiro, exerceu com irrepreensível capacidade.
Por muitas vezes, suas parcas economias foram depositadas para completar despesas da Sociedade. Porque a receita da Sociedade não dava para cobrir os gastos. Os donativos em dinheiro nem sempre cobria a compra de uma “carta de alforria”.
Homem do povo, preto, artista mecânico. Manoel Roque foi mais útil a Bahia do que muitos notáveis que passaram a vida comodamente, encerrados na concha do egoísmo e não reconhecendo os deveres da sociedade.
Manoel Roque tinha boas amizades e estima de muitas pessoas cultas da Província. Ele ouvia dessas pessoas as razões contra a escravidão e reproduzia entre os menos inteligentes os novos ideais. Era um propagandista, não se limitava a ouvir, lia bastante e estava sempre atualizado nas causas abolicionistas do país. Sua morte em 18 de novembro de 1875 privou os abolicionistas do servidor da propaganda em panfletos em que distribuía ao povo. Ficamos sabendo muito pouco sobre ele e lamentamos por não saber.
Manoel Roque tinha outro ofício de sapateiro, trabalhava na Baixa dos Sapateiros na esquina da ladeira do Alvo, dentro de uma porta de casa nº 27. Ali ele reunia os amigos e passava os panfletos abolicionistas.
É curioso dizer que a maioria dos auxiliares abolicionistas eram artífice em vários seguimentos. A maioria sabia ler e escrever, sempre revoltosos e quando não morriam na forca eram presos nas enxovias públicas..”
(Fonte extraída do livro: “A escravidão o clero e o abolicionismo”)
Pedro Álvares Cabral – nasceu em Belmonte/Portugal, nos anos de 1467 ou 1468 não há certeza do ano. Foram seus pais; Fernão Cabral e D. Isabel de Gouvês. Filha de D. João de Gouvês, alcaide-mor de Castelo Rodrigo. Era casado com D. Isabel de Castro, filha de D, Fernando de Nóbrega.
D. Manoel galardôo os seus serviços dando-lhe uma tença de 13$000 por ano e mais 2$437 por mês de moradia e em 1502 outra tença de 30$000.
O visconde de Porto Seguro, historiador brasileiro, descobriu em 1829 o jazigo do grande navegador na sacristia do Convento da Graça, em Santarém.”
Américo Vespúcio – Nasceu em Florença em 1451. Visitou a América quatro vezes, deixando as relações de suas viagens escritas em Latim, as quais foram traduzidas e imprensas em 1532 em Paris. Morreu em 1514 na ilha Terceira.”
(Fonte extraída do livro: “ A Margem da História da Bahia” autor: Francisco Borges de Barros.)
É BOM SABER
O jesuíta José de Anchieta chegou á Bahia em 13 de junho de 1553 – levou 43 dias de viagem de Lisboa a Salvador. Chegando a Salvador, o jovem catequista com 20 anos. Abriu um curso das línguas latinas e portuguesa. Não só para os filhos dos colonos, mas também, para os meninos indígenas em que ele chamava de “catecúmenos”. Foi Anchieta portador e o primeiro a exercer no Brasil o magistério e o primeiro a escrever a “gramática da língua tupy” a qual aprendera com invulgar saber.”
(Fonte extraída do livro: “Riscadores de Milagres” autor: Clarival do Prado Valadares páds. 137 e 138 – pub. MEC.)
“Segundo consta no livro “Revista do Inst.Geo. e Hist. da Bahia, págs.136 e 137 de nº46 “Notas Elucidativas”- “A 8 de maio de 1553 partia de Lisboa o Padre Luiz Gran, acompanhado com o segundo governador geral do Estado do Brasil, D. Duarte da Costa, e entrava, a 13 de julho do mesmo ano, no porto da Bahia da cidade do Salvador, conduzindo um novo e valioso reforço constante de seis missionários, dentre os quais se destacava o celebrado irmão José de Anchieta. Nomeado Provincial, promoveu esforçadamente a obra missionária, consolidando os núcleos de evangelizações criados pelo Padre Nóbrega, seu antecessor imediato, e suscitando outros novos. Não contente com isto, tentou o Padre Gran levar em 1562 o trabalho dos aldeiamentos aos índios da margens do rio S. Francisco, nada conseguindo por causa da “peste da bexiga” que, de Itaparica se havia propagado com intensidade em 1563 e da grande fome de 1564.”
(relado: “Descrição Histórica e Geográfica do Município de Curaçá” autor: João Mattos) – (Fonte extraída do livro: “Revista do Inst. Geo. E Hist. da Bahia – nº 46)
Ribeiro de Sousa, Joaquim Augusto “Artista dramático, brasileiro, nasceu 1825 e morreu em 1873. Foi o primeiro ator nacional a interpretar dramas da Escola Realista. Introduzindo-a nos palcos brasileiros. Abaixo dele foi João Caetano em popularidade, pelo alto poder de interpretação.
Joaquim Augusto atingiu o apogeu nos palcos a partir de 1851, quando teve um grande mérito: conseguiu superar nos palcos suas deficiências físicas, pois era cego, manco e surdo. Morreu como nasceu pobre e esquecido.”
José Maria da Silva Paranhos, “o Visconde do Rio Branco. Nasceu em 15 de março de 1819 e faleceu em 1º de novembro de 1880. Foi um ilustre estadista, baiano, senador do Império, conselheiro do Estado no Rio de Janeiro. Morreu cheio de honras com serviços prestados ao seu país. Para perpetuar o nome, basta citar uma data 28 de setembro de 1871. em que o mesmo promoveu a lei do ventre livre, percussor lucilante de 13 de maio de 1888 em que a Pátria e a Igreja registraram na História um dos seus maiores dias. Suas palavras foram: “Ninguém mais nascerá escravo no Brasil” Por este e outros feitos profícuos como estadista em vias diplomática, integrou e aumentou o nosso território Nacional. Foi inaugurado na Av. Sete de Setembro a sua estátua de bronze com seu tamanho por iniciativa da Associação Comercial da Bahia.” ( Fonte extraída do livro: “Bahia Histórica” – autor; Sílio Boccanera Jr.)
“ A estátua do Barão do Rio Branco, foi inaugurada em 13 de maio de 1919. A estátua e os altos relevos em bronze foram fundidos em Nápoles/Itália. Já as ornamentações, folhas e símbolos, foram fundidos aqui em Salvador, nas oficinas da Escola de Belas Artes, projetos e esculturas do artista Pasquale de Chirico, italiano de méritos comprovados. A base de sustentação é de granito róseo extraído do nosso Paraguassú, onde existem granitos de cores variadas.”(Fonte extraída do livro: “O Baluarte”- autor: Altamirando Requião – públ.. Em 1940/Ba.)
“Dom Fernando José de Portugal, Marquês de Aguiar. Prestou inestimáveis serviços à Bahia e outros relevantes no Rio de Janeiro. Lá ele foi conde e depois Marquês. Fora também, governador geral e Vice-Rei de Estado do Brasil em 1801. Faleceu em 1817 no Rio de Janeiro. Na Bahia, teve seus méritos e louvores. Mandou construir Fortes levantou muralhas de pedras que sustenta a Ladeira da Misericórdia, via de muita importância para o comércio que liga a cidade Alta e a Baixa. Mandou construir o Hospital Militar no local que fora o Colégio dos Jesuítas abandonado desde a expulsão dos mesmos em 1759. Antes de ser chamado Hospital Militar, sua origem vem do “Ensino Médico-cirúrgico” e mais tarde foi criado a Faculdade de Medicina. Promoveu e execulta a “cadeia pública” nos baixos do Paço do Senado da Câmara (hoje sede da Prefeitura Municipal) e a praça é reconstruída. Determina à Câmara Municipal um subsídio para “inteligência e prendados baianos” “irem em outros centro estudar utilidades para o país.” O que seja hoje bolsa de estudos. Regulamenta a conservação das matas e reflorestamento. Pensava no futuro das nossas florestas, ato de pioneirismo da época, idéias avançadas e muita visão para o futuro. Mas, seus subordinados nada os fizeram para evitar os cortes de machados nas árvores que já eram seculares e transportes para o exterior de madeiras nobre como jacarandá, pau-brasil, vinhático e outras. Cria a “cadeira de ensino público de geometria” na capital. A pedido de negociantes, consegue do Príncipe Regente, o Branco da Bahia em 1817. Determina a construção da estrada e comunicação de Camamú á Monte Alto. Abole o monopólio do sal. Planeja um horto botânico no local que hoje é o “Passeio Público” antes era jardim de plantas brasileiras. Manta levantar a “carta hidrográfica da Bahia” Esses são os feitos históricos de um grande mandatário do Brasil do século XIX.”
(Fonte extraída do livro: “ Livro de Hora” – autor: Afrânio Peixoto)“Ás vezes, porém, o esquecimento da História que nem sempre premeia os que mais merecem, deixa no silêncio das coisas deslembradas, nomes e fatos daqueles refulgentes iluminados.”
“Relembrar, pois, os que a ingratidão dos tempos relegou para a inutilidade dos ouvidos castigados; avivar na memória dos contemporâneos grandes fatos olvidados, tirar dos fatos pretéritos a lição moral, como guia e exempla às obras e atos de hoje não nos parece idênticos sem méritos e missão sem nobreza.” ( Wanderley de Araújo Pinho)
Meus Comentários: Uma grande ação nem sempre é revelada em vida guarda-se na lembrança para à História dos heróis ou santos. (Álvaro)
Na casa sobrado do coronel Paulo de Argolo, situada na Barra. Foi a primeira Loja instalada da Maçonaria do Brasil, sob a denominação “Cavaleiros da Luz” esse memorial dia 14 de julho de 1797. Aí foi criada a “Revolução dos Búzios” ou “Revolta dos Alfaiates” em 1798. A morte dos principais participantes que eram todos humildes pessoas do povo “ a corda parte do lado mais fraco” não mereciam tanta crueldade. O padre delator dessa conspiração José da Fonseca Nunes deve estar até hoje sua alma em gritos na profundeza do inferno.”( Fonte do livro: Bahia Histórica – autor: Silio Boccanera Jr.)
Cipriano José Barata de Almeida –“o revolucionário de todas as revoltas”.Nascido na Bahia em 1762. Médico, líder na política do Brasil da Independência. O que lhe valeu várias prisões e maus tratos, Deputado, polemista. Sofreu prisão em Pernambuco, Jornalista. Morreu na indigência.” ( Fonte do Novo Guia “Estribela” publicado em1953/Ba.)”
Em 30 de agosto de 1605 – Nasceu na Bahia Frei Vicente Salvador, erudito brasileiro que ingressou para a Ordem Seráfica, foi considerado por seus estudos severos e grande ciência, um dos mais doutos de sua Ordem. Escreveu a “História da Província Seráfica do Brasil” (Fonte do livro: Almanak da Província da Bahia – ano 1881)
O historiador Sebastião da Rocha Pitta, nascido na Bahia em 3 de maio de 1660 e fez a obra “História da América Portuguesa” referindo-se a cidade da Bahia (Salvador). Neste livro ele aborda o “Dique do Tororó” que foi construído por invasores holandeses. Desde as baixas do convento de S. Bento na Barroquinha até o sítio denominado Sete Portas, seguindo direção até o rio Camarogipe, sempre ao lado da estrada da Valla, privando-se por essa forma que os ditos lagos fossem desaguar no “Dique” como outrora. Faleceu em 2 de novembro de 1738 aos 78anos. Deixando o nome em destaque na literatura histórica do Brasil.” (Fonte do livro: Revista do Inst.Geográfico e Histórico da Bahia nº 68?1942)
TRABALHO DE PESQUISA DE ÁLVARO B. MARQUES

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

FATOS MARCANTES DA ÉPOCA - MEMÓRIA DA BAHIA - PARTE 2

VOCÊ SABIA? QUE...
Em 1572, faleceu nesta cidade o Governador Geral do Brasil, Mém de Sá que governou desde 1558, deixando em seu testamento grande parte de seus bens para a Casa da Santa Misericórdia desta Capital, que fora instituída nos anos de 1549 a 1551, nos mesmos patrões da Irmandade de Portugal, Sendo sua regra básica; “atender pela necessidade de curar-se a gente pobre e marinheiros”. Sendo na época o governador Geral Thomé de Souza.
Não se pode saber positivamente a data da instituição filantrópica da Irmandade da Misericórdia nesta Província por se haver perdido os primeiros livros desse estabelecimento pio, em conseqüência da invasão dos holandeses em 1624. Queimaram em praça pública todos os livros e documentos das Igrejas, Conventos e casas pias. Os terrenos onde se acha a Igreja da Santa Misericórdia e os prédios vizinhos foram doados a Irmandade por Simão da Gama de Andrade que veio a Bahia em 1550, como comandante do galeão S. João Baptista, da armada portuguesa.”
Em 1638 no dia 14 de abril – “ O Príncipe João Mauricio de Nassau, comandante geral dos holandeses, com 1800 praças de tropas, põe cerco a cidade da Bahia e dá um assalto geral, em maio mês seguinte foi repelido com grandes perdas em consequência disto retorna para Recife depois de assolar o recôncavo baiano por bárbaras vinganças.”
(Fonte do livro: “Almanak da Província da Bahia” no ano de 1881)
Em 19 de março de 1710 – Fez doação para a Capela da Boa Viajem ao Convento de S. Francisco D. Lourença Maria possuidora de todas as terras de Itapagipe, nas condições de “que para o dito Convento mandar dizer anualmente três missas por sua alma e duas para a sua filha D. Maria Pereira de Negreiros, já falecida. Neste local, foi erigido em 1712 um hospício e reconstruída a Capela com recursos dos generosos donativos de devotos e de muitos navegantes, A Capela é pequena, com frente para o mar, elegante o tempo. É festejado sempre no dia 1º de Janeiro de cada ano, juntamente com a festa de N.S. da Boa Viajem.”
Em 20 de março de 1788 – “Um pavoroso incêndio devorou toda a Capela e consistório da Ordem Terceira do Carmo, nesta cidade, que havia poucos anos da sua construção. O incêndio rompeu-se às 11 horas da noite, (relato do zelador) provocado por uma vela do altar mor que caiu e pegou fogo nas fazendas (tecidos) que ornavam, ocasionando o incêndio. Compareceram várias pessoas e o governador D. Rodrigo José de Menezes, muito contribuiu e dirigiu os trabalhos para a extinção do fogo. Porém, já o fogo estava no alto, somente se salvou o Convento do Carmo do estrago. Demolido a parte que liga o referido Convento que era uma passagem tipo ponte. O rico negociante Tenente coronel Inocêncio José da Costa, Prior da Ordem Terceira do Carmo, mandou liberar de suas despesas, donativos para levantar de novo todo o edifício consumado pelas chamas. Deu inicio a reconstrução em 16 de outubro de 1788 mesmo ano, e concluído em 14 anos depois, despendendo mais de 240:000$000, (duzentos e quarenta mil réis), cuja maior parcela veio dos donativos do Tenente coronel. Em troca foi colocado no salão nobre da Capela o seu retrato em março de 1828.
A Igreja da Ordem Terceira do Carmo é hoje uma das mais famosas e concorridas por fiéis ricos moradores vizinhos da Igreja. A Irmandade é composta de brancos portugueses e descendentes. Os visitantes se deslumbram com o seu interior e o exterior revela na escadaria de pedras mármores e grades de ferro trabalhado em grande perfeição em engenharia simétrica.”
(Fonte extraída do livro: “Almanak da Província da Bahia” publicado em 1881)
Na Casa da Santa Misericórdia, nesta cidade, tem uma “cisterna” chafariz que foi construída no pátio, no centro, em 1702 sobre ela, acha-se uma bela estátua de mármore branco de Portugal, representando a Caridade, a qual foi oferta do irmão Provedor Francisco José Godinho.”(Fonte: “Almanak da Província da Bahia” publicado em 1881)
No dia 3 de março de 1833, faleceu nesta cidade com 55 anos, o grande pintor baiano, Antonio Joaquim Franco Velasco. Lente da cadeira pública de Desenho. Este hábil professor foi o fundador da primeira escola de pintura do Brasil. Seguiu as regras da Arte. Fez belos e notáveis trabalhos em pinturas nas várias Igrejas da Bahia, no magnífico estilo da escola de Rubens aonde ele aprendeu e desenvolveu aqui na Bahia. Aplicou seus conhecimentos mais famosos no teto das Igrejas de Sant’Anna e da Capela do Senhor Jesus do Bom Fim e os seis painéis dos altares laterais da Igreja, que representa os passos da Paixão de Cristo.” (Fonte: “Almanak da Província da Bahia” publicado em 1881)
No dia 9 de março de 1872 – o Presidente da Província, criou por ato nesta data o Liceu de Artes e Ofícios, para educação profissional dos filhos menores dos artistas e auxiliares dos consócios. Sua Majestade, o Imperador, concedeu-lhe o titulo de Imperial Liceu de Artes e Ofícios. Localizado no Solar de Saldanha da Gama nesta cidade.”
(Fonte do livro: “Almanak da Província da Bahia” publicado em 1881)
No dia 14 de março de 1837 – Morreu nesta cidade a célebre feiticeira Nicácia, era muito falada e ainda hoje se referem fatos interessantes atribuídos a ela. O Governador Conde da Ponte, mandou prender quando ela estava na sua casa no Cabula, exercendo suas feitiçarias e sortilégios. Foi vista neste dia, atravessando as ruas no centro desta cidade em uma carroça, não podia andar, era aleijada, sendo acompanhada pelo povo. Levaram para a enxovia. Por ordem da Inquisição Católica.”
(Fonte do livro: “ Almanak da Província da Bahia” publicado em 1881)
"O Feitiço e o Feitiçeiro - Em 7 de junho de 1872. Um contigente da Guarda Policial, cercou, a meia noite, um Camdomblé no local chamado de Cruz das Almas, freguesia de Brotas e trouxe presos oito indivíduos. Entre os quais um assassino procurado de nome RaymundoNonato, cujo corpo, estavam os feitiçeiros tirando "bichos desventuras" e trinta diabos vermelhos, achava-se o infeliz cheio de feridas e queimaduras pelo corpo por onde seus curandeiros diziam que haviam de sair os maus espíritos e a desventura que a perseguiam."(Fonte: Resumo Cronológico da Província da Bahia dese 1500 até 1885 -pág.110/111 - autor: José Alvares do Amaral.) - A Força Policial foi constituida conforme a Lei nº2012 de 20 de junho de 1880.
Em 1874 – Funcionou em Santo Amaro, cidade do recôncavo baiano á Empresa dos Trilhos Urbanos, percorreu 4 e ½ km deu inicio no engenho Partido até a rua Sacramento.”
Em 1875 saiu o primeiro jornal do “Diário de Notícias” em publicação periódico. Era um jornal em pequeno formato, mas tinha boa aceitação pelo povo porque os textos eram de especial menção em vista do seu apelo filantrópico para a classe pobre. Recorria à caridade pública para o socorro daqueles que não tinham pão e nem abrigo e dos que mendigavam. Implorava auxilio para todos os irremediáveis e o jornal era o primeiro a fazer o seu óbolo. Por essa razão, granjeava muita simpatia do público.
No ano de 1880, além do Diário de Notícias, tinha o Diário da Bahia (jornal oficial), o Monitor, a Gazeta da Bahia, o Jornal de Notícias, o Alabama, a Gazeta da Tarde, todos diariamente. A Gazeta Médica, a Escola, a Voz do Comércio, o Bahiano e o Balão publicavam em dias alternados.” (Fonte: Almanak da Província da Bahia – publicado em 1881 – organizador: Antonio Freire)
Em 16 de março de 1880 – Foi inaugurado e colocado a pedra da comemoração do Engenho Central Pojuca da máquina á vapor de 85 cavalos para moer em 24 horas 300 toneladas de canas, com o duplo jogo de moendas. Acha-se também associado neste empreendimento o engenheiro Felix Waudesmet, veio da Europa para assentar o maquinário e dirigir a fábrica, a qual começou a funcionar em 16 de novembro de 1880, produzindo “assucar”, não em cristal mas preparado por um processo que torna-se bem alvo e mais encorpado, fino. Dizem que esta máquina é a primeira que veio para a Bahia.” (Fonte extraída do livro: “Almanak da Província da Bahia” – publicado em 1881 organizado por Antonio Freire)
É BOM SABER: Eram comuns incêndios nos prédios comerciais e agencias bancárias no comércio da Cidade Baixa. Havia muito prejuízo por parte dos negociantes e proprietários dos imóveis. Naquela época não existia seguros e somente anos depois foi criado a Aliança Seguros. Durante todo o século 18 era inevitável este acontecimento, porque não havia um sistema mais rápido e eficaz que não fosse a ajuda do povo com latas e recipiente para água e jogar no fogo. Só veio a melhorar quando duas Companhias Interesses Públicos e a Aliança compraram na Europa e usaram as Bombas para extinção de incêndios. Assim mesmo, resolvia apagar o incêndio em parte baixa, caso o fogo se estendia pra cima, nada poderia fazer. (Fonte de Pesquisa) Leia o comentário abaixo:
“Foi salvo no cais Dourado, freguesia do Pilar, um armazém (Trapiche), cheio de mercadorias. Seriam funestas conseqüências si não fosse de pronto extinto com auxilio das Bombas de Extinção de Incêndio das Companhias Interesses Públicos e Aliança.”
(Fonte extraída do livro: “Almanak da Província da Bahia” ano 1881 – autor da organização Antonio Freire)
“No dia 23 de abril de 1852- Achou-se em Sincorá, na Comarca de Minas do Rio das Contas nesta Província, um diamante de 87 quilates, foi vendido por 31:000$000 contos de reis”.
“No dia 16 de abril de 1850 – Mais um incêndio ocorreu na madrugada. Rompeu-se ao lado mar, no Trapiche “Xixi” na freguesia do Pilar, ateando o fogo com tal velocidade que todos os esforços empregados não puderam apagar o tenebroso incêndio. Ardendo mais de duas mil caixas de “assucar” e todo o prédio. Meses depois foi reedificado.”
“Já no dia 22 de abril do mesmo ano, surgiu outro incêndio nos Trapiches Querino e Pilar, situados na freguesia do Pilar. Consumindo todos os gêneros, causando enorme prejuízo. Não havia nem hum ano que outro Trapiche “Carena” teve a mesma sorte.”
(Fonte do livro: “Almanak da Província da Bahia – ano 1881” organizador: Antonio Freire).
No dia 16 de abril de 1738 – Tiveram começo as obras do Convento das Mercês, edificado a custa de D. Ursula Luiza de Montserrat que tendo herdado do seu pai,Pedro Barbosa Leal, o valor de 335:000$000 mil contos de reis e aplicou toda essa fortuna na construção do Convento de Freiras Ursulinas, com aprovação da Rainha de Portugal sua proteção.”
Em 20 de abril de 1847 – Aconteceu um crime que se tornou célebre por muitos anos na boca do povo baiano. Trata-se do lamentável crime que teve às 7 horas do início da noite desse luminoso e trágico dia em que foi assassinada com um tiro de pistola à queima roupa a jovem e bela D. Júlia Fetal, na flor dos seus 20 anos. Morta dentro de sua casa em volta de amigos e parentes, quando ela estava tocando piano. O autor de tão negro atentado foi o jovem seu professor de inglês e pretendente a esposo João Estansislau da Silva Lisboa, 28 anos. Era muito conhecido e respeitável mestre. Foi preso imediatamente e sendo processado e afinal condenado a 14 anos de prisão. Cumpriu a pena de sentença. Mas, o motivo do crime nunca foi revelado, o autor nada disse ao juiz e a ninguém. Esse fato fez gerar muitas hipótese e estremeceu todos os corações e ainda hoje passados 44 anos é referido com horror. Ela pertencia uma família rica média, a mãe francesa e o pai português comerciante na Alfândega, morava no largo da Piedade. Ele filho único de mãe inglesa e pai português rico negociante do Brasil para Portugal e de alta finanças do Império Português. A mãe vivia separada do marido que ficou falido e ela teve que educar o filho dentro do regime inglês. Ele teve a educação com os melhores professores da época, obteve cultura, falava vários idiomas e era excelente professor de História, Geografia e Grego e lecionava no Liceu. Mesmo preso ensinava dentro da cela para os filhos de pessoas ricas e ao deixar o presídio, foi Dirigir a Pedagogia do Colégio S. João, famosa casa de ensino na Vitória. Ficou livre aos 42 anos de idade, seu aspecto não era o mesmo. Em uma das suas viagens para a Portugal, faleceu em 9 de fevereiro de 1878 na cidade de Lisboa terra dos seus antepassados na parte de seu pai. Pelo coração tudo passou e matou e a sua morte veio no mesmo lugar que tanto bateu por amor.
Na Igreja da Graça tem o túmulo de Júlia Fetal depositado no corpo do Mosteiro cuja urna de mármore na lápida está gravada um belo soneto que fez a poetisa baiana, D. Adélia de Castro Fonseca.” (Fonte do livro:”Almanak da Província da Bahia – ano 1881”
Você sabia que? A palavra Aleluia é hebraica, que quer dizer – Louvar ao Senhor.
“Em 27 de abril de 1838 – “Ás 9 horas da manhã os presos mais ou menos 100 se achavam encarcerados na Fortaleza do Mar, hastearam um Bandeira chamada de “Federação” cujo formato de uma lista branca e duas azuis e fizeram um grande motim no Forte. Depois de haverem no dia anterior, atacado a guarnição da Fortaleza e pendendo o comandante. Apontou várias peças de artilharia em direção a Cidade e bombardearam continuamente, o que foi respondido com peças de artilharia pesada que se encontravam no pátio externo da Igreja da Sé e mais três peças do Arsenal de Marinha que fica mais próximo do Forte como também a Corveta Regeneração que se encontrava no porto aderiu ao fogo. Obrigou aos amotinados a render-se, no meio desses estava o famoso Cypriano Barata, conhecido na época por “Baratinha” Esta foi a primeira revolta motim da Fortaleza do Mar ou Forte de S. Marcelo.”
“No dia 29 de abril de 1838 os presos do motim da Fortaleza do Mar foram transferidos para o navio presídio chamado de “Presiganga”. Este navio ficava no mar, sendo que uma parte do seu casco estava assentada numa bacia de areia e quando a maré vinha de enchente cobria a metade do navio e consequentemente os presos ficavam em lugares bastante úmidos com companheiros caranguejos e outras espécies marinhos que lhes incomodavam. Este relato foi descrito por um dos presos soltou e transferido para o Forte do Barbalho.”(Fonte do livro: “Almanak da Província da Bahia” – ano 1881)
Em 30 de abril de 1878 – Foi permitido a construção e locação dos primeiros “Kiosques” nos largos das praças públicas com a permissão da Câmara Municipal. A Assembléia Provincial, deu a Lei nº 1592 de 19 de maio de 1876 “ concedeu privilégio exclusivo por espaço de 20 anos ficando a construção e assentamento a cargo dos proprietários nos lugares que a Câmara Municipal determinar ou seja, nas praças, ruas, cais, pontes e jardins desta Capital. Os “Kiosques” eram móveis, charletis e galerias de forma e dimensões que seja adaptada aos lugares ao tipo de mercadorias. A Câmara Municipal, cobrava uma renda anual de cada um deles, os quais se obrigam no fim do prazo, devolver a área sem nenhuma indenização.”
(Fonte do livro: Almanak da Província da Bahia – ano 1881)
NOTE BEM: Os “Kiosques” tinha a sua regulamentação pela Câmara Municipal e controlava os preços dos produtos e passavam por vistorias periódicas. Curioso é que todos os proprietários dos “Kiosques” eram mulheres alforriadas ex-escravas ou mulatas brasileiras. Todas chamadas de “mulheres do partido alto” por terem mais poder aquisitivo e a maiorias participam de Irmandades. Quando elas passavam nas procissões ostentavam um luxo de fazer dó as brancas yayás. Nos braços e pescoços o ouro e a prata eram contados e avalizados. (Fonte de pesquisa de Álvaro).
Em 13 de abril de 1831 – nesta cidade, foi palco de cenas de violências pública na Cidade Baixa – Comércio. Morreu um brasileiro de nome Victor Pinto de Castro em ato de agressão do português contra brasileiros. O caso não foi maior porque houve a interferência do Visconde de Pirajá, então comandante das armas e o Dr. Cypriano José Barata de Almeida, patriota, muito popular, por essa razão. O fato deu-se na maneira banal; Um português de nome João Teixeira de Carvalho, após brigas, fugindo do povo que ia lhe bater de pau, o assassino jogou-se no mar procurando refúgio em algum navio. Nesta terrível circunstância, surge um preto em uma canoa que atravessou adiante e acreditando o infeliz que o fim dessa atitude era salva-lo, entra na canoa com ajuda do preto e deita na canoa, é quando recebe o primeiro golpe de remo e vai recebendo pancadas até á morte, onde esperava encontrar salvação. Fugindo o preto e escondendo-se por algum tempo no sertão da Província. Foi preso o criminoso, sendo condenado pelo Juiz e levado para a galés presídio em pena perpétua, onde morreu.”
(Fonte do livro: “Almanak da Província da Bahia – ano 1881)
Meus Comentários: Naquela época havia muita discriminação entre portugueses e brasileiros, não se davam bem. Viviam em constantes brigas e cada um dizia uma piadinha para o outro. O menosprezo era visível, por vários motivos, dentre eles o mais difícil era o brasileiro não poder exercer cargos melhores no comércio e nas repartições públicas. Só tinha o direito de ser caixeiro e com muita servidão. Os melhores cargos caberiam a portugueses e seus descendentes. O comércio de varejo e atacadistas estavam em mãos de portugueses, espanhóis e outros. A lavoura estava sobre o domínio de potentados senhores de Engenhos e grandes latifundiários brasileiros e portugueses.O comércio exportador de tecidos, peças mecânicas e produtos de gêneros alimentícios estavam em poder de ingleses, alemães, suissos e americanos. Havia brasileiros ricos que se associavam á estrangeiros e outros que viviam do tráfego de escravos e eram também grandes negociantes. Somente anos depois foi que surgiram pioneiros brasileiros na indústria de tecidos, como foi aqui na Bahia o Luiz Tarquínio (n.1844 e m.1903) conhecedor de economia, política e finanças, artes plásticas e música. E no Rio de Janeiro o Barão de Mauá, Irineu Evangelista de Sousa, empresário, industrial, banqueiro e político brasileiro (n.1813 e m. 1882 ) Havia uma poderosa rede de monopólio no comercio entre brasileiros e estrangeiros. Só na metade do século 19 é que os brasileiros começaram a se expandir comercialmente e industrialmente. Mesmo assim com uma enorme dependência de exportação. A rivalidade entre portugueses e brasileiros veio a diminuir gradativamente quando o país ficou livre dos interesses de Portugal e proclamou a sua Independência. – Trabalho de Pesquisa de Álvaro.
“Diogo Álvares e Catharina Paraguassú, deram-lhe a invocação de Nossa Senhora da Graça e levantaram uma Ermita no local da Capelinha que ali tinha feito anteriormente. Colocaram a imagem da Santíssima Virgem Senhora da Graça a qual fez muitos milagres aos devotos e marinheiro náufragos.
A Ermita foi por Diogo Álvares Corrêa e D. Catharina Álvares Paraguassú doada aos Frades Beneditinos em 16 de julho de 1583 junto com todos os terrenos em volta do Mosteiro até a Basílica de São Bento. Depois os frades reedificaram a Ermitã em 11 de outubro de 1770 e anexaram ao atual Mosteiro de São Bento, residência do Abade da Graça. Na Igreja da Graça, encontra-se um quadro, ignoro o autor, da doadora em que ela está em genoflexo contemplando a Virgem com mãos postas, olhando para o alto e vendo-a. Foi com esta visão que ela pediu para procurar nas praias a imagem da Virgem e foi encontrada na praia de Boipeba e que tem seis palmos de altura, está no nicho do altar mor da Igreja da Graça. Como também, existe uma lápide de mármore branco que cobre a sepultura da legendária D. Catharina Álvares Paraguassú, falecida em 26 de janeiro de 1582.” (Fonte do livro: “Almanak da Província da Bahia” – ano 1881)
“ Em 3 de maio de 1748 – “Em conseqüência de grande temporal com muita chuva. Houve na noite, desabamento de terras na Ladeira do Pilar e demoliram todas as casas que estavam na encosta. Morreram todas as pessoas que se encontravam nas casas. Foi muita quantidade de terras que desceram, chegando a altura das janelas da Igreja do Pilar, lado do Hospício dos Carmelitas. Por essa ocasião á Cidade Baixo no local da tragédia, ficou despovoado em vista do terror e receio de novo desabamento.”
(Fonte extraída do livro:”Almanak da Província da Bahia” – ano 1881 – organizados Antonio Freire)
Em 9 de março de 1624 – Nesta Capital, invadiram os holandeses a Bahia por mar, com uma esquadra composta de 33 vasos de guerra, comandada pelo Almirante Jacob Willekens, e 2.400 homens desembarcaram, sobre as ordens de Johan Van Dorth. Apoderam-se logo da Fortaleza da Barra, entraram para a Cidade pela estrada da Vitória e fizeram alto junto á Igreja de S.Pedro Velho. Recolhendo-se depois para o Convento de S. Bento, onde se fortificaram. Foram expulsos e obrigados a evacuar a Cidade com o seu governador Kiff no dia 1º de maio do ano seguinte (1825). Fomos salvos por uma numerosa esquadra espanhola, sob o comando de D. Fradique de Toledo Ozório, auxiliou os que estavam em terras e apertaram os invasores que se viram obrigados a entregaram-se sem antes atearem fogo em vários prédios, casas comerciais, causando incalculáveis perdas. Incluindo nesta barbaridade a queima de livros e documentos raros das Igrejas e Conventos.”
(Fonte do livro:”Almanak da Província da Bahia” ano 1881)
Em 10 de maio de 1680 – Primeiro flagelo da “peste” em que o povo recorreu ao auxilio de S. Francisco Xavier em procissão. Manteve essa tradição através da Câmara Municipal até o ano de 1828. No dia 3 de dezembro a solenidade como padroeiro desta cidade, concedido por Bula Pontifícia. Anos depois, não mais realizou-se. Em 10 de maio de 1855,voltou o povo á procissão, quando o Cólera-mórbus assaltou nossa cidade e recôncavo baiano em setembro de 1855. Carregaram o andor ricamente ornado com o Busto de prata do mesmo Santo, que existia no Colégio de Jesus desde 1687”
(Fonte do livro: “Almanak da Província da Bahia” – ano 1881)
N.B. Este Busto de Prata, ricamente trabalhado, tinha um rubi cravejado no meio do Busto (parecia um coração). Encontra-se hoje, século XXI na Igreja da Catedral Basílica no Terreiro, somente fica exposto em casos raros. Põem, sem o rubi, mostrando a cavidade oca. Não se sabe o paradeiro.(Fonte de Pesquisa de Álvaro)
Em 27 de maio de 1807 – O Governador General João de Saldanha da Gama e Mello e Torres, 6º Conde da Ponte, mandou cercar todos os caminhos de entrada da cidade por soldados armados para preservar a cidade de nova insurreição de africanos escravos que pelas imediações tinham feito algumas mortes. O Governador mandou publicar avisos em vários pontos, ordenando que todo o negro cativo ou forro, encontrado nas ruas depois das nove horas da noite, fosse castigado com 150 açoites, o que assim se cumprio. Esses negros são da nação Ussá vindos dos recôncavos baianos que se encontrava com outros da mesma nação nesta cidade.”(Fonte do “Almanak da Província da Bahia”)
Você sabia? Que em 23 de junho de 1835 – Foi criado nesta Capital o Corpo de Polícia para manter a segurança interna dentro da Lei. A Força Policial foi fixada por Lei Provincial nº 2012 de 20 de Julho de 1880 – Foram incorporadas 1200 praças, 300 para a Capital e restantes dividido para cidades do recôncavo.”(Fonte do Almanak da Província da Bahia – ano 1881)
A Irmandade dos Pretos de Nossa Senhora do Rosário da Baixa dos Sapateiros em frente ao Taboão. Teve como capelão o padre João Querino Gomes, ilustre orador e pessoa querida de toda a comunidade. Foi agraciado como Bispo mas, não aceitou o cargo porque se acha muito bem com seus “pretinhos” como assim carinhosamente o chamava os seus fiéis.”(Fonte do Almanak da Província da Bahia”
Em 13 de junho de 1857 – Foi inaugurada mais uma fábrica de tecido de algodão, um belo edifício na rua da Vala, onde empregou-se mais de cem operários de ambos os sexos, sendo a maioria meninos que vão se preparar para o futuro, achando no presente trabalho honesto para a sua sobrevivência e da família. A fábrica Modelo é de propriedade de Manuel Luiz Pinto Coimbra. Existem mais outras fábricas nesta Província as seguintes: Fábricas de Tecidos de Algodão, Bom Fim, Nossa Senhora do Amparo, Nossa Senhora da Penha, Todos os Santos e Nossa Senhora da Conceição.”
Você sabia que? Na Ladeira da Misericórdia parte baixa no comércio, existia uma fonte que se chamava “xixi” até o ano de 1833 estava lá?” (Fonte do livro: “Almanak da Província da Bahia” – ano 1881)
Foi instituída nesta Capital à Sociedade Libertadora Sete de Setembro, com a nobre missão de emancipar a escravatura da Bahia. Desde a sua fundação até 28 de fevereiro de 1874, foi concedido a liberdade de 267 escravos por meios de “Carta de Liberdade”, sendo livre 89 gratuita e 178 adquirida mediante uma taxa pecuniário mensal, chegando o valor aplicado para essa finalidade em 58: 289$000. Durante todo o período de sua existência foi libertado pelo fundo de emancipação milhares de escravos.”
(Fonte de livro: Almanak da Província da Bahia” ano 1881)
Foi demolido o famoso “Pelourinho” por ordem da Municipalidade. Fora erguido no alto da ladeira, largo, da Igreja do Rosário da Baixa dos Sapateiros. Era uma coluna de pedra de cantaria, com grandes argolas de bronze, onde se amarravam os condenados a açoites nos tempos coloniais. A Sociedade Dois de Julho, requereu à Câmara Municipal a demolição desta coluna, instrumento aviltante que depunha da civilização deste país. Principalmente agora que tornou-se livres dos ferros os cativos. Sendo atendido pela Câmara.” (Fonte do livro: Almanak da Província da Bahia” – ano 1881”)
“Foi edificada a Fortaleza de Santo Antonio, que serve de prisão civil denominada Cadeia de Correção ou Casa de Correção. Localizada no largo de Santo Antonio Além do Carmo.”
“O Forte do Barbalho, Foi concluído a edificação em 1712 Situado na freguesia de Santo Antonio d’além do Carmo. O nome do Forte, foi em homenagem ao cabo de artilharia de nome Joaquim Barbalho, cujos feitos de bravuras na época da invasão holandesa. Sendo o vicer-Rei do Estado do Brasil o conde das Galvêas em 25 de agosto de 1712.”
A Fortaleza de S. Pedro. Foi concluída em 1722.
Em 17 de novembro de 1877. Foi fundada por iniciativa do distinto artista espanhol Miguel Navarro y Canizãres e de alguns professores de desenho e pintura a Academia de Bellas Artes da Bahia, que se acha localizada a rua Vinte de oito de dezembro na freguesia da Sé cujo prédio conhecido “Parthenon Baiano” comprado pela comissão das Loterias por 26:000$000 mil réis para servir de escola do Curado da Sé. Local que foi morada do renomado médico Dr. Jonathan Abbot, inglês naturalizado brasileiro, grande admirador das Artes Baiana e incentivador. Tendo ele inúmeros quadros comprados para o seu acervo. Houve nesta Academia das Bellas Artes em 1878 uma exposição, talvez a primeira do gênero no Brasil de vários quadros de artistas baianos na instituição.” (Fonte do livro: “Almanak da Província da Bahia” – ano 1881)
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É BOM SABER: “ O Lundú como dança, foi sempre considerada própria da ralé, uma “debochada” do povão. Xisto Bahia o grande artista cênico, improvisava no palco Lundús cantados, iguais aos verdadeiros brados musicais brasileiros; que são produtos de nossa miscigenação contra o refinado da modinha. Nasceu a forma de canções populares brasileiras que mais tarde derivou em SAMBA, nos seus diversos aspectos.”
(Fonte do livro: “Anais do segundo Congresso de História da Bahia” autores diversos, Revista do Inst.Geo. e Histórico da Bahia – 1952)
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Senhor de Engenho – “Verdadeiro aristocrata da época Colonial, que morava em confortável “Casa Grande” e que representou papel importante na política da região, em todo o Note e Nordeste do nosso País.”
A Bahia foi Capital do Brasil, até 1763 consequentemente até está data a sede da civilização brasileira. Era a primeira província e a mais culta. Foi para o Rio de Janeiro toda a corte Imperial. Nesta ida perder-se muito a Bahia em desenvolvimento.”
(Fonte do livro: “Da Bahia que eu vi” – autor: João Virella. págs. 114 e 115)
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Nos tempos passados, séculos 18, existia um cemitério na cidade que na porta de entrada havia uma lápide votiva com advertência dos dístico: “Hodie, mihi cras tibi” em nossas palavras: “Fim de todas as glórias e vaidades humanas” – (Fonte do livro: Anais do 1º Congresso de História da Bahia.)
PESQUISAS DE ÁLVARO B. MARQUES

terça-feira, 21 de setembro de 2010

FATOS MARCANTES DA ÉPOCA- MEMÓRIA DA BAHIA


Pequenas Histórias dos Correios da Bahia.
“Os primeiros serviços datados do meado do século XVII “teve o governo de organizar um serviço de correspondências na Bahia, porque em Carta de Doação e Regimento de 12 de junho de 1627, fez El-Rei mercê do Oficio do Correio das Cartas do Mar a Luiz Gomes da Mata o primeiro empresário que teve o seu assistente Duarte de Souza Coutinho da Mata. Criou o “Correio-mór” do Reino. É o que estabelece as Cartas Régis de 23 de fevereiro de 1692 e 15 de janeiro de 1698.
Foi entre os anos de 1797 á 1799 que se organizou o serviço regular do Correio Marítimo. Após a Independência, o serviço do Correio muito melhorou o que também aconteceu nos regimes Imperial e Republicano. (Fonte do livro; “A Margem da História da Bahia” autor: Francisco Borges de Barros.)
O serviço Postal Urbano em Salvador, foi inaugurado no dia 04 de janeiro de 1881, sendo colocado as respectivas CAIXAS POSTAIS, nas principais ruas da cidade. Onde se pode depositar a correspondência para qualquer parte do território nacional e exterior.”
Comemorou-se no dia 8 de fevereiro de 1925 – O primeiro avião-postal chegou em 5 de setembro do mesmo ano da empresa Late – Coere. Com percurso do Rio de Janeiro a Salvador em 9hs. E 20min.(Fonte do livro: “Cantando e Rindo” – autor: Aloísio de Carvalho – Lulu Perola.)
Telegrafo: O telegrafo submarino, foi inaugurado no dia 1 de janeiro de 1874, e o telegrafo nacional teve inicio na Bahia em janeiro de 1872. Em 11 de dezembro de 1873 aquí na Bahia aportou o navio inglês Hoop, que conduzia o fio elétrico, tendo emergido 1300 milhas de cabo entre o Pará e Pernambuco e a Bahia, no total de 1731 milhas.”
(Fonte do livro de Aloísio de Carvalho o Lulú Perola em seu livro: “Cantando e Rindo.”
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Catedral da Sé ou Igreja dos Jesuítas, no salão nobre existe dois gavetões de jacarandá puro, negro. Guarnecidos superiormente, por dezesseis painéis, sobre laminas de cobre, alusivos ao Rabi da Galiléia, com incrustações de marfim e tartaruga... Presume-se a data de 1624, essas incrustações é todas superpostas de rubis e esmeralda. Em outras palavras, são 16 quadros pintados sob laminas de cobre que têm imenso valor. Infelizmente, não está gravado o nome do autor desta obra prima que segundo os padres da Igreja “ essas obras tem mais valor do que a própria Igreja.”
E Bom Saber: Eram poucos artistas até o inicio do século XIX que tinham o hábito de colocar as suas iniciais nos seus trabalhos e por isso a identificação ficou a cargo de traços distintos de cada autor.
(Fonte do Livro: “O Baluarte” – autor: Altamirando Requião – publicado em 1940 SSA/Ba.)
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O PRIMEIRO ROUBO DO BANCO DA BAHIA
“ Foi criado a 1ª Caixa de Descontos Banco da Bahia, pelo Príncipe Regente em 16 de fevereiro de 1816, subordinada ao título e afiliada ao Banco do Brasil. Seus principais acionistas foram: Pedro Rodrigues Bandeira, o mais credenciado da época, Felisberto Caldeira Pontes Pires e Horta, o futuro marquês de Barbacena e Manoel João dos Reis, cujas instalações deu-se em 2 de janeiro de 1817 no sobradinho de aluguel na esquina do Terreiro com a rua das Portas do Carmo.
Por largos anos, ficou com o nome de “casa do Banco” segundo escreveu Braz do Amaral no seu “Resumo Cronológico”.
Em 22 de dezembro de 1866 foi descoberto um desfalque de 266 contos de réis no Banco da Bahia, fato que abalou o comércio profundamente.
O Roubo: “ envolveu-se em sombras negras de mistérios e cercou-se de circunstâncias tal que nem a Policia e nem o Banco conseguiram elucidar o crime. Houve várias hipótese levantadas; a ousadia e a coragem do crime com a facilidade de execução; a remoção dos valores que formavam não pequeno volume e a segura guarda deles, sem que fosse possível descobri-los, deu então, motivo de muitas conjeturas que envolveu muito tempo e perdeu-se o rastro do dinheiro. Os acionistas do Banco, passado hum ano em 6 de agosto de 1867 fizeram também a sua parte: “ Às 9 horas da noite na praça pública dessa cidade, freguesia de S. Pedro, foi arrebatado (raptado) e metido num carro (puxado a animal) o ex-porteiro e caixeiro do Banco da Bahia, onde se havia dado o roubo no ano anterior, sendo aquele individuo levado para a casa arruinada do moinho, a margem do Dique, na fazenda Garcia. Aparecendo ele no dia seguinte, pela manhã, amarrado e conduzido à Repartição Policial e em vista das suas declarações, ele citou os três Diretores do Banco e deu os respectivos nomes abertamente. Mas caiu sobre ele a suspeita por autoridades e comerciantes. Levaram para casa o aludido, e ali o seviciaram barbaramente com o propósito de forçá-lo a confessar-se delinqüente. Não sei como foi para o homem se libertar do poder dos seus algozes. Isto é, ouvi contar que colocaram ele em uma embarcação e o mesmo jogou-se ao fundo do mar, estava com as mãos amarradas e não sabia nadar. Comentou assim os jornais da época, fazendo menção da forma de operação como o ex-porteiro roubou o Banco: “Os valores estavam depositados em uma caixa semi-lacrada, só quem tinha acesso eram os Diretores. Porém, o ex-caixa, porteiro, sabiamente tirava-os pouco os valores dos pacotes e substituía o espaço com papel, ficando sempre a mesma altura e volume. Porque em cima dos amarrados tinham escrito os valores. Quando um dos Diretores abria a caixa para contar o dinheiro só via os valores acima e não passava as unidades. Quando fizeram novo balanço, contaram em unidade celular e deram a falta com desfalque”. Com essas declarações públicas no jornal “Alabama”, abriu a boca no mundo, dizendo quanto quis e soube. Outras bocas jornalística disseram: “que ele não tinha essa engenhosidade para roubar tamanha fortuna e etc.” Mas a corda só quebra no lado mais fraco”. ( Fonte do livro: Revista do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia” nº 56 parte da narrativa de João da Silva Campos no seu livro: Tradições Baianas”.)
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A GRUTA DE BOM JESUS DA LAPA
Francisco de Mendonça Mar estabeleceu-se no São Francisco. Veio para a Bahia no fim do século 17 e adotou o ofício de pintor em Salvador. Encarregado da pintura da Casa Nova, que edificou junto do Palácio do Governo e não agradado os serviços ao Provedor, foi preso na enxovia da Câmara Municipal. Solto e desgostoso, vestiu o hábito de São Pedro e enveredou pelos sertões, tomando o rumo do São Francisco. Adotou o nome de Francisco da Soledade e instalou-se na gruta a que deu o nome de Bom Jesus da Lapa.
“Algum tempo depois, começou a correr a notícia de que nos confins do sertão baiano, numa gruta milagrosa, um religioso fazia congresso de fiéis, tratava enfermos, asilava os crentes que ocorriam de todos os pontos ínvios das brenhas. Assim como outros que vinham da corrente do grande rio abaixo, trazendo todos pela fé e esperança, e outros movidos pela curiosidade. Em 1717, Mendonça Mar pediu “passais” ao Rei (certa quantidade de terra) a mesma poção. Dizia ele; “que Sua Majestade era sensível em mandar dar aos vigários e missionários dos sertões”, ficando a dita Igreja da Lapa, no meio da mesma terra, correndo esta pela margem do rio São Francisco. Fora ele um grande colonizador, indo para aquelas bandas os descendentes dos Guedes de Brito e Antonio de Souza Andrade, que estenderam suas sesmarias do Rio das rãns á Urubú.
(Fonte do livro: “A Margem da História da Bahia” – autor: Francisco Borges de Barros)
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Encontra-se na Prefeitura de Salvador, publicou em 1945 o primeiro tomo dos documentos Históricos do Arquivo Municipal, as “Atas da Câmara” de 1625 á 1641, que evocam a vida da Bahia nesse tempo, tal como era. E um trecho do cotidiano baiano
a 16 anos em que ocorreram acontecimentos prestigiosos como esses: 1625 restauração da Bahia, após a primeira invasão holandesa, um ano de ocupação flamenga; 1638 sítio da Bahia por Maurício de Nassau, por pouco mais de um mês, abandonando o campo, batido. 1640 restauração de Portugal, do domínio de Espanha; e a vida diária dos portugueses após libertação. (Fonte do livro: “Livro de Horas” autor; Afrânio Peixoto – “São suas palavras: História não é vida: é cemitério. Mas o documento,que foi vida, pode ser História e, então, vivida.”
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“Estrada de 2 de julho, nome antigo da rua que liga a Usina do Dique a antiga estrada da Vila América (hoje Vasco da Gama). O nome Fonte Nova deriva de um sítio do mesmo nome. Quando os holandeses ocuparam esta cidade, em 1624, e foram eles que represaram o Dique. Às águas da Fonte, existente ali, vem da colina das Pitangueiras e desce a ladeira dos Galés.” (Fonte do livro: Revista do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia – nº 56)
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Foi inaugurado em 9 de fevereiro de 1859 a primeira linha férrea da empresa “Trilhos Centrais” e entregue ao transito público nas margens do Dique e do rio Lucáia, onde conduz á povoação hoje do Rio Vermelho.”(Fonte:”Almanack da Província da Bahia – 1881)
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“O cemitério do Campo da Pólvora, foi demolido em 1844 e pertencia a Santa Casa da Misericórdia, localizado ao lado do Asilo dos Expostos. Neste cemitério foi enterrado todos aqueles revoltosos da época principalmente o Padre Roma o líder da revolução de Pernambuco em 1817. Era comum e exclusivo enterrar os indigentes e os condenados por traição.” (Fonte da Revista do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia– nº 56)
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O papel moeda começou a circular nesta cidade de Salvador antes de 1835 data não precisa. Depois de muito tempo foi que o povo aceitou sem muita desconfiança a repugnante comercialização.”
(Fonte extraída do livro: Revista do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia nº 56)
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15 de janeiro de 1856. Foi nivelado o piso do Campo Grande de S.Pedro e plantado diversas árvores para abrigo e arborização dos transeuntes.”(Fonte do Almanack da Província da Bahia – ano 1881.)
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Frei Antonio Ventura, foi o primeiro e fundador, abade do Mosteiro de S. Bento. Em 16 de julho de 1586, frei Antonio Ventura, tomou posse da ermita da Graça e terrenos adjacentes, doados ao Mosteiro de S. Bento por Catharina Álvares Paraguassú.”
Na Igreja do Senhor Jesus do Bom Fim, em uma das suas torres, parte baixa, era cafua de esconderijo de escravos vindo da África. Por volta de 1849, era tesoureiro o comendador Manoel José de Figueiredo Leite. Nesta época, havia escravos de ambos os sexos, oferecidos para o Senhor Jesus do Bom Fim por negociantes que se davam ao tráfego infame de africanos. Costumavam os traficantes, ao chegarem com seus navios após tormentas em viagens vindo da Costa d’África, carregados de pretos, dar uma “peça”, como chamavam aos míseros vindos privados de sua Pátria e de sua liberdade, para o serviço da Capela e como ela tanto não precisava e logo vendido e o dinheiro entrava na receita da Capela. Essas dádivas foram até 1850 quando foi extinto o comércio ilegal dos escravos por Decreto Lei nº 708 de 14 de outubro do mesmo ano. Cortou por completo á pratica dos contrabandistas que desrespeitavam a Lei de 7 de novembro de 1831, que declarava livre todos os escravos que entrassem no território ou porto do Brasil.” (Fonte do livro: “A Devoção do Senhor Jesus do Bom Fim e sua História” – autor: José Eduardo Freire de Carvalho Filho.)
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No dia 7 de fevereiro de 1867, mandou o Presidente da Província fazer reparos na Praça D. Isabel, em frente a Igreja da Sé. Colocando-se ali um chafariz e plantando palmeiras. Sendo feito também, encanamento para o gás carbono nos candelabros já existentes para ter iluminação. Está praça, no centro da cidade é chamada hoje de Praça da Sé, onde existe uma bela vista para o mar na Igreja da Sé.”
No dia 27 de janeiro de 1808, o Príncipe Regente D. João VI, aconselhado pelo ilustre brasileiro José da Silva Lisboa, depois Visconde de Cayrú, assinou, cinco dias depois de sua chegada á Bahia, o Decreto que franqueou os portos do Brasil a todas as Nações amigas.”
É Bom Lembrar: É a partir desta data após este Decreto, foi que o Brasil passou a ter mais intercambio comercial e cultural com o resto do mundo. Vindo intelectuais de várias nacionalidades, principalmente os cientistas, biólogos, artistas e outros curiosos para ver a nova América. ( Álvaro)
O Mercado de Santa Bárbara na Baixa do Sapateiro, foi inaugurado em 1874. O Mercado da rua da Valla “Baixa do Sapateiro” em frente ao Taboão. O povo chama de “Mercado de Stª Bárbara, na inauguração tinha 39 arcadas (box) para açougue e vários cômodos para verduras, frutas, peixes e outros gêneros de primeira necessidades. Construído com recursos particulares de uma Empresa cujo dono é proprietário do Mercado.”
(Fonte extraído do livro: “Almanak da Província da Bahia” publicado em 1881)
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O ASSALTO E O CASTIGO: “ No dia 6 de fevereiro de 1845, aconteceu este assalto e roubo: “ Tendo que fazer entrega na Tesouraria da Fazenda Geral, uma grande soma de dinheiro, proveniente da arrecadações da Rendas Públicas na Mesa do Consulado. O Tesoureiro chegou abafado e suando muito na repartição, queixando-se de que subindo a ladeira da Misericórdia, fora assaltado por ladrões, que cortaram a aba da casaca, onde trazia o dinheiro. Roubaram, fugindo eles impunemente, porque não achou quem o acudisse. Levando o caso ao conhecimento do Presidente da Província, mandou este recolher logo preso o Tesoureiro e foi processado pelo juiz do Direito da 1ª Vara Criminal e condenado á prisão e perda do emprego.”
(Fonte do livro: “Almanack da Província da Bahia – 1881” organizador Antonio Freire)
No dia 5 de janeiro de 1809 – Surgiu o primeiro levante de escravos de Nação Ussá. Praticaram toda a sorte de atentados á três léguas distante da cidade, sendo completamente controlado e presos pela força militar”
No dia 28 de fevereiro de 1813 – Rebentou nesta cidade uma insurreição de africanos chamados Ussás, em números de 500 praticaram grandes hostilidades mas sendo perseguidos e batidos na Armações de Baleias em Itapoan. Foram muitos deles presos e castigados, sofrendo os chefes a pena de morte. Em 18 de novembro do mesmo ano foram mortos no patíbulo da praça da Piedade.” (Fonte do livro: “ Almanack da Província da Bahia – 1881”).
“No dia 24 de fevereiro de 1835 – deflagrado nova e grande rebelião dos escravos e alforriados negros africanos de várias Nações, principalmente os Ussás em maioria nesta cidade tendo o Presidente da Província Dr. Francisco Gonçalves Martins. O Visconde de São Lourenço, feito enérgicas providencias e acabou definitivamente com as pretensões dos mesmos revoltosos. Foram presos, castigados, alguns mortos com açoites, outros condenados e expulsos os líderes.”(Fonte do livro: “Almanack da Província da Bahia – ano 1881 “).
TRABALHO DE PESQUISA DE ÀLVARO

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

A HISTÓRIA NOS CONTA - PARTE XIII (Capelas extintas e primeiro Título nobiliarquico no Brasil)

A Capela da Ajuda – Em 1551 deu inicio a sua fundação. Fora o primeiro templo erguido nesta cidade do Salvador, pelos jesuítas que vieram com o governador Thomé de Souza e com ele veio o primeiro Bispo D. Pedro Sardinha, Manoel da Nóbrega e seus três companheiros, cederam-lhe a Capela que servira de primeira Sá, e umas casinhas edificadas junto à Ajuda para residência do prelado. Demolida”
“Exercera Nóbrega o ministério de primeiro pároco da “Sé de palha”, cuja padroeira N.Sª da Ajuda, fora retirada de bordo da nau do mesmo nome vindo na frota de Thomé de Souza.”
Igreja da Sé,
“Condenada pelo progresso da cidade a preciosa relíquia à demolição. Celebrou-se a derradeira missa no dia 16 de agosto de 1932 em missa oficial do arcebispo primaz do Brasil, D. Jerônimo Thomé da Silva.
No dia 18, efetuou-se a transferência provisória das imagens para a igreja de S.Domingos da V.O.3ª por oferecimento da mesa administrativa.”
“O forro da Capela da Ajuda, demolida, apresentava um painel á óleo de valor incalculável, com uma imagem da Virgem, circundada de estrelas e as paredes laterais internas eram revestidas de azulejos e painéis sacros.”
“A frente desta igreja dava para o mar e havia uma ponte tipo arco que ligava com a residência do Bispado”. (Fonte do livro: “ Revista do Instituto Geográfico e Hist. da Bahia” nº 56)
A Igreja Bom Jesus da Massaranduba que fica no mesmo local onde se encontra o cemitério pertencente à S.S.Trindade. Já desaparecidos.”
Capela de João de Deus – inaugurada em 24 de junho de 1874 data também da inauguração do Hospício dos Alienados São João de Deus. Prédio onde Castro Alves teve a sua mocidade. Está pequena ermida ainda existe na antiga Fazenda Boa Vista, da qual foi seu primeiro proprietário conhecido negociante Manoel José Machado, em principio do século XVIII no caminho do Engenho Velho.”
“Capela de São Gonçalo do Amarante, localizado no Rio Vermelho, visto até 1903 vestígios dos seus alicerces de um templo levantado não sei quando e dedicado ao milagroso São Gonçalo, frade português da Sagrada Ordem Dominicianos, vulgarmente promotor das solteironas”( Fonte do livro: Revista do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia – narrativas de João da Silva Campos em seu livro: Tradições Baianas.)
Capela de Nossa Senhora do Rosário. Foi construído em 1656 dentro do Quartel da Palma, extinto, pelo mestre de campo André Cuca. Era ricamente paramentada. Esteve está capela interditada por alguns anos em virtude de em seu recinto, ter sido assassinado um cadete do exército. Quando acabou o prazo de interdição, foi a capela reformada, realizando-se ali pomposas festas até a proclamação da República.
No terreno do antigo Quartel da Palma, hoje ocupados pelo Quartel General da 6ª Região (situado no largo da Mouraria) foi primitivamente local da senzala de escravos que pertenciam aos frades agostinados.
Casa das Sete Mortes, na Rua do Passo, tem um sobrado, nº 24 em que na frente é revestido de azulejos. Foi reformado em 1889 conforme uma pedra de mármore existente no alto da sua porta de entrada. Por motivo de ter havido sete assassinatos no interior deste sobrado. Morava uma família de casal com crianças e serviçais, pertencendo ao proprietário português, cujo inimigo entrou na hora da janta e a golpes de faca matou todos os sete familiares. Este foi a razão do nome.”
(Fonte do livro: “ Revista do Instituto geográfico e Histórico da Bahia.” Parte referente a narrativa do livro “Tradições Baianas” autor: João da Silva Campos.)
Dentro do mercado de Santa Bárbara na Baixa do Sapateiro, existia uma Capela de Santa Bárbara, fundada pelo coronel Francisco Pereira do Lago, instituidor do morgado do mesmo nome. Em 11 de janeiro de 1900, começou a demolição da Capela que havia ficado arruinado com o incêndio que deu inicio ao fogo no prédio vizinho, contíguo. Onde era o Hotel das Nações.
Todas ás imagens: Stª Efigênia, e S. Jerônimo foram recolhidos a Capela de S. Pedro Gonçalves ou S. Pedro Velho para veneração. As festas de Stª Bárbara a padroeira, eram festejadas com muita pompa por seus devotos pretos africanos que pertenciam a sua Irmandade de Santa Bárbara, no culto do candomblé é Mãe d’agua, povo do terreiro de Mina.” (Fonte do livro: “Revista do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia nº 56 – parte da narrativa do autor: João da Silva Campos em seu livro “Tradição Bahia.”)
Fundação da Igreja do Corpo Santo – situada na cidade baixa, próximo ao Elevador Lacerda, na rua Corpo Santo. Erguida por devoção em louvor a São Pedro Gonçalves Telmo, por muitos anos os marinheiros fizeram devotos peregrinações. Eram marujos portugueses.”( Fonte do livro: Revista do Instituto Geográfico e Histórico. da Bahia. n 56 na narrativa de João da Silva Campos, em seu livro “Tradições Baianas”)
Igreja de São Lázaro Mendigo, conhecida S. Lázaro do camarão. Já existia em 1762. “onde via os quintal e parte frontal do noviciado das religiosas ursulinas chamado de “Villa Santa Ângela”. Neste local tem a melhor visão do mar e a grande extensão de terra ao redor do Convento.” (Fonte do livro: Revista do Inst. Geo. E Hist. da Bahia, n 56 – parte ref. A narrativa de João da Silva Campos do seu livro “Tradições Baianas”pág.479)
O primeiro titulo monárquico consentido no Brasil pela coroa portuguesa, foi para Antonio Pires de Carvalho e Albuquerque Cavalcanti d’Avila Pereira, Visconde da Torre de Garcia d’Avila – Coronel das ordenanças do seu senhorio, grande do Império, gentil homem da Imperial Câmara, portador das medalhas; Venerado Cruzeiro e de Cristo, e da medalha da guerra da Independência.
Teve dois irmãos, O capitão-mor Francisco Elesbão, Barão de Jaguaripe; presidente da Junta de Cachoeira, durante a campanha libertadora. José Joaquim,, Visconde de Pirajá, brigadeiro do exército Imperial, grande do Império, conselheiro da sua majestade, gentil homem, condecorado com as Ordem do Cruzeiro e do Cristo e com a medalha da campanha da Independência, deputado provincial, comandante das armas das Províncias da Bahia e Ceará. Sendo ele comandante do Batalhão da Torre, era composto do contingente mais belicoso formado por índios em crescentes números. Foram eles que ajudaram e muito na guerra da Independência. O carro alegórico do caboclo e da cabocla que desfilam no dia 2 de julho é homenagem a esses bravos genuínos brasileiros que viviam nas margens do Rio S. Francisco, nas caatingas e serras do nordeste baiano, dentro das linhas do morgado.
É bom lembrar, que os Pires de Carvalho, são descendentes de Catharina Paraguassú que teve uma das filhas casada com um dos Pires. Por essa razão os Pires de Carvalho e Albuquerque tinham plena confiança nos índios nas guerras.”
(Fonte do livro: Revista do instituto Geográfico e Histórico da Bahia nº 56 –narrativa de João da Silva Campos no seu livro “Tradição Baianas”).
A Ilha dos Frades; “Fica perto de Madre Deus, distante a seis léguas de Salvador na Costa. Por antigas tradições, dizem: “que a ilha dos Frades ficou com este nome depois que os índios Tupinambás que nela habitavam, assassinaram dois Frades jesuítas que para ali foram em missão de catequização.”
Os índios selvagens da Bahia na época Colonial os mais conhecidos dos Frades missionários são: Botocudos, Tupys, Guaranys, Camacans, Tupynambás, Mongoyós, Maracás, Tobaiaras, Pataxós, Topuyas, Aymorés, Kariris.”
(Fonte do livro; Revista do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia nº 46 – parte da narrativa do livro “Tradição Baianas” – autor: João da Silva Campos.)
Usos e Costumes: Eram morenos trigueiros, altura média, cabelos curtos e negros, fortes, rosto redondo. Usavam plumagens de aves coloridas, anéis de couraça de tatu, ossos de paca, dentes de cotia e capivara para colares e orelhas. Couro de jibóia e jararaca para cobrir o corpo do tempo. Todos exerciam a caça e a pesca com arco e flecha e guerreavam com seus inimigos quase parentes. Alguns deles eram antropófagos. Enterravam seus mortos em vasos cerâmicos em grande ritual.”
(Fonte do livro: Revista do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia nº 46 pág. 42)
GÊS – Etnografia: Um dos mais importantes grupos indígenas do Brasil, tanto sob o ponto de vista etnólogo em geral como à língua em particular. Também são chamados grãs. Ambas as denominações, derivadas a Von Mathius, advêm da presença freqüente das partículas gês= pai e grã= mãe, em seu vocabulário. O nome Tapuyas (bárbaros), usado pelos clássicos para designá-los, corresponde também, conforme se verificou na tribos pertencentes a outros grupos. Pelos seus caracteres antropológicos e culturais, integram a mais antiga ou pelo menos, uma das mais antigas populações do continente americano. Tomando por base esses hábitos primitivos e selvagens; Dormem no chão sob uma esteira, ingerem crús a maior parte dos alimentos, e os homens usam os cabelos curtos cortados em forma de prato ou cuia. Suas principais tribos são: Botocudos, Aymorés, Camaçãs, Timbiras, Caiapós, Bugres, Cainganques, Pataxós, Chavantes com barba e Chavantes sem barba, mansos, Cherentes.” (Fonte do livro: Dicionário Enciclopédia Brasileiro – publicado em 1954).
Muitos contrabando de ouro e escravos foram feitos por ingleses, holandeses e franseses na Costa da Guiné, embora os holandeses muito mais que os outros. Atacavam e saqueavam os navios negreiros e outros com mercadorias de procedência do Brasil ou a caminho da África.”
Relação das Paróquias mais importantes de Salvador e suas datas de fundações.
1ª) – Catedral da Sé – Primacial do Brasil - 1553
2ª) _ Igreja Nossa Senhora da Vitória – 1529 ou 1530 data incerta.
3ª) _ Igreja Nossa Senhora da Conceição da Praia – 16234ª) _ Igreja Santo Antonio Além do Carmo _ 16485ª) _ Igreja de Sant’Anna – 1673
6ª) - Igreja de São Pedro – 1679 (velho) demolida
7ª) – Igreja de São Pedro – 1916 (nova)
8ª) _ Igreja de Nossa Senhora do Pilar – 1718
9ª) _ Igreja do Santíssimo Sacramento – 1718 rua do Paço
10ª)- Igreja Nossa Senhora de Brotas – 1724
11ª)- Igreja de Nossa Senhora da Penha – 1760 de Itapagipe com início da construção em 1742 pelo VIII Arcebispo D. José Botelho de Mattos (Paróquia de N. S.da Penha de Itapagipe).
12ª) –Igreja de Nossa Senhora dos Mares – 1870
13ª) – Igreja de Nossa Senhora de Nazaré – 1894
14ª) – Igreja de Sant!Anna – 1913 do Rio Vermelho
15ª) - Igreja Mosteiro de São Bento (ordem dos Beneditinos) 1752
16ª) – Igreja do São Francisco Xavier – (ordem Franciscana) 1723
17ª) – Igreja de Nossa Senhora da Piedade – (ordem dos Capuchinhos) 1679
18ª) - Igreja da Lapinha – ( ordem dos Agostiniana ) 1771
19ª) – Igreja de Santo Antonio da Barra – (companhia de Jesus) 1536
20ª) – Igreja da Graça –1525/1527
21ª) – Igreja da Palma – 1630 ( imagem vinda de Portugal )
22ª) - Igreja de São Roque – 1722 da Barroquinha.
23ª) – Igreja de MontSerrat – 1718 de Itapagipe.
24ª) – Igreja do Bonfim – séc. XVIII 1754
25ª) – Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos – ( ordem V.O.3ª S.F. ) 1701
26ª) - Igreja de São Lázaro Mendigo –
27ª) - Igreja e Convento de Santa Tereza – 1697
28ª) - Igreja e Convento do Desterro – fundado em 1677.
29ª) – Igreja e Convento do Salete – 1861
30ª) _ Igreja de S. Domingos – 1731 início da sua construção.
As Igrejas demolidas para o progresso baiano:
Igreja Nossa Senhora da Ajuda
Igreja da Sé.
Igreja de São Pedro Velho.
Igreja de Nossa Senhora do Rosário das Mercês – antiga.
Igreja de N. S. da Boa Viagem – inicio da sua construção em 1712 por Frades Franciscanos.
“Igreja e Convento de N. S. da Conceição da Lapa, fundado em 7 de dezembro de 1744, sendo o Arcebispo Primaz do Brasil D. José Botello de Mattos foi quem mandou construir sobre as despesas de João de Miranda Ribeiro e Manoel Antunes de Lima e auxílios de muitos católicos ricos com intuito de enviar as sua filhas para serem religiosas neste Convento das Religiosas Professas”(Fonte do livro: “A Devoção do Senhor Jesus do Bom Fim e sua História”- autor: José Eduardo Freire de Carvalho Filho.)
A FAMOSA JÓIA ROUBADA DA IGREJA DO SENHOR JESUS DO BOM FIM
A jóia foi furtada dentro da Igreja no dia da festa da Devoção do Senhor Jesus do Bom Fim. “ estimada de muito valor, pequena porção do verdadeiro “LENHO DA CRUZ” em que Jesus Cristo foi pregado e faleceu redimindo a humanidade. Essa relíquia, foi dádiva de Sua Santidade o Papa Pio IX que entregou ao nosso virtuosíssimo Prelado de saudosa memória D. Manoel Joaquim da Silveira, conde de S. Salvador, o qual ofereceu ao Senhor Jesus do Bom Fim no dia 27 de dezembro de 1867; o “Lenho da Cruz” estava dentro de um relicário de ouro cravejado de esmeralda e suspenso por um cordão de ouro em frente a imagem de Jesus crucificado no altar mor.
Mão profana roubou essa santa relíquia e seu relicário em dia de festa que a Irmandade do Senhor Jesus do Bom Fim fez descer do seu trono e foi colocado no corpo da Capela à adoração dos fiéis. O esforço para descobrir o criminoso foi em vão e nunca se soube quem cometeu tamanho crime, que se deu na administração do muito digno Tesoureiro Dr. Thomaz de Aquino Gaspar. Não foi este o único relicário roubado da Capela do Senhor Jesus do Bom Fim; em 1821 deu-se o roubo de outro relicário que pertenceu a Irmandade de Nossa Senhora da Guia, pendurado na imagem.”
“É sabido que sempre houve roubos em Igrejas, principalmente nas Igrejas que têm muitas Irmandades.”
Hino do Senhor do Bom Fim, música do maestro Tenente João Antonio Wanderly e letras de Egas Muniz Barreto de Aragão – “Pethnon de Villar”.
Antonio Joaquim Franco Velasco, foi um dos mais notáveis pintores filhos da Bahia, onde nasceu em fevereiro de 1780 e faleceu em 3 de março de 1833 com 53 anos. Fora discípulo de José Joaquim da Rocha.. Velasco fez a pintura do teto da Capela do Senhor Jesus do Bom Fim em 1818 a 1819.”
“ Os seis grandes quadros da sacristia e os 34 painéis suspensos nos corredores da Igreja do Senhor Jesus do Bom Fim, representa as diferentes passagens da Escritura Sagrada. São obras do pintor baiano José Theofhilo de Jesus e os dois mais expressivos e
modernos quadros são de autoria do pintor baiano Bento Capinam que representam a morte do Justo e a morte do Pecador.”
(Fonte do livro: A Devoção do Senhor Jesus do Bom Fim e sua História – autor: José Eduardo Freire de Carvalho Filho.)
São Gonçalo de Amarante, como reza a crônica, o milagroso Santo é patrono dos casamentos das senhoras solteironas e das senhoritas.Na igreja do Bonfim, consta a sua devoção desde o ano de 1865 quando foi tesoureiro o Dr. José Antonio de Silva Serva.”
“As músicas das novenas do Senhor do Bonfim é privativa, produção do notável compositor João Manoel Dantas, nascido em Cachoeira, cidade do recôncavo baiano no ano de 1815 e faleceu em Feira de Santana no dia 9 de fevereiro de 1874.”
As noites de novenas de festas na Capela do Senhor Jesus do Bom Fim (era assim que se escrevia) as músicas eram tocadas na porta por “músicos barbeiros” e cada banda tinha o seu mestre; Manoel Francisco Nunes de Moraes, Custódio Francisco Nunes e José Antonio Etra, que por cada música tocada recebiam em torno de 24 a 47 mil réis. Pago pela Irmandade, depois de alguns anos, apareceu a Banda da Polícia Militar que tocavam no coreto no largo enfrente a Igreja.”
É Bom Saber: Que os músicos barbeiros eram escravos africanos forros, que organizavam uma banda e se apresentavam nas portas das Igrejas e em praças públicas. Como também, nas horas vagas extraiam dentes e faziam sangraduras.”
A denominação de “casas dos romeiros” provem de terem sido edificadas para abrigar os romeiros que vinham de longe para cumprir seus votos, dirigir suas preces, e suas suplicas na festa do Senhor Jesus do Bom Fim”.
Foi separado a Igreja do Estado em 7 de janeiro de 1890, por decreto nº 119 no Governo Provisório da República.”
(Fonte do livro: “A Devoção do Senhor Jesus do Bom Fim e sua História” – autor: José Eduardo Freire de Carvalho Filho. – publicado em 1923/Ba.)
Rio Vermelho, o sitio que de meio século (até inicio do século XX) se tornou arrabalde aristocrático. Outrora povoação de pobres pescadores e de festas dos jangadeiros. Primitivos possuidores dessas terras eram os Tupinambás.”
(Fonte do mesmo livro acima de autor: José Eduardo Freire de Carvalho Filho)
Trabalho de Pesquisa de Álvaro B. Marques.
m 24 de junho de 12874 data tamba que fica no mesmo local onde se encontra o cemitresidencia estidas de azulejos e pain

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

NO TEMPO QUE NÃO EXISTIA BANCO



“Naquele tempo não havia Banco nem Caixa Econômico. Quem tinha seu vintém, enterrava-o no quintal ou metia-o no pé de meia, ou dava a guardar aos frades dos conventos”. (palavra de Vieira Fazenda no seu livro: “Antiguellas e Memórias do Rio de Janeiro).
O dinheiro de particulares era depositados em grande quantia, nos conventos de Santa Tereza ou no Colégio dos Jesuítas na Bahia, é daí que vêm a promoção a lendas de fabulosas riquezas existentes em subterrâneos nas referidas casas religiosas. É de acreditar mesmo que houvesse sido aberto para abrigar ouro e prata dos senhores. Mesmo porque à Bahia era sempre ameaçada por invasões de holandeses, franceses e Ingleses piratas. Como foi a invasão holandesa por duas vezes. Fizeram saques em muitas igrejas, mas eles não sabiam dos subterrâneos.
Ainda depois de aparecer os Bancos e as Caixas Econômicas, muita gente não lhes tendo confiança, guardava-se o dinheiro em casa, no fundo da arca ou enterrado no travesseiro.. Acontecia também, que o sujeito ter um amigo do peito, e abastado, dando-lhe suas economias para guardar, secretamente, por causa da ganância dos parentes. E, muitos casos, semelhantes, tal amigo, quando o depositante ia pedir o retorno do dinheiro, sonegava-o. “Você está maluco ? Deu-me lá alguma coisa, para guardar ? E se alterava, o outro não tinha como provar, o “amigo” era rico e influente, não houve nenhum documento da transação. E tinha até ameaças de cadeia. Assim ocorreu com muita freqüência, principalmente com escravos africanos. Também podia morrer o depositante em qualquer momento, ficando o depositário no “ora veja”; Como podia ser o inverso e o depositário ficava bem quieto.”
É BOM SABER: No século 17, os escravos africanos chegados ao Brasil utilizaram em suas trocas o "ZIMBO" concha univalve de molusco encontradas nas praias brasileiras e muito usado como moeda na África, Congo e Angola. Mas, a mudança foi logo com ás moedas portuguesas e espanholas.

(Fonte do livro: “Revista do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia” – nº 56 págs.403/404”)
Transcrito por Álvaro B. Marques – trabalho de pesquisa.
SSA, 30.08.2010